Sindicato Internacional quer alteração de horários de jogos da Copa 2014

Secretário-geral do FIFPro considera horário das 13h inadequado para jogos em cidades do Nordeste e Brasília por conta do calor. 'Precisamos proteger os jogadores'

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O secretário-geral da FIFPro, o holandês Theo Van Seggelen

O Sindicato Internacional dos Jogadores de Futebol (FIFPro) deverá pedir à Fifa para que reconsidere os horários de jogos marcados para o começo da tarde durante a Copa de 2014 no Brasil, por causa do calor previsto em algumas das sedes.

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Theo van Seggelen, secretário-geral do FIFPro, disse que os jogadores levam essa questão "a sério", e que podem recorrer à Fifa por considerarem que não houve discussão suficiente.

"É nosso dever fazer isso para proteger o esporte e proteger os jogadores. Seria irrealista dizer que não vamos jogar, isso é ir longe demais", disse Van Seggelen, cujo sindicato representa cerca de 60 mil atletas profissionais do mundo todo.

Ele desafiou a Fifa a explicar "por que não parece ser um problema" jogar no começo da tarde em lugares como Natal, Recife, Salvador e Brasília, conforme prevê o calendário divulgado em setembro.

"Sei que às vezes é difícil para os organizadores do futebol, mas o tempo em que os jogadores aceitavam tudo passou, isso acabou", disse Van Seggelen.

A Fifa diz ter feito amplas consultas, inclusive com médicos, sobre os horários, mas Van Seggelen revelou que a FIFPro está realizando sua própria pesquisa.

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"Quero saber até que ponto isso é ruim. Percebemos que as Copas do Mundo são um verdadeiro negócio, mas é claro que esse negócio não pode ser mais importante que a saúde dos jogadores."

O holandês disse que o assunto deverá ser discutido na próxima reunião do conselho da FIFPro. Segundo ele, o problema afeta não só a saúde dos jogadores, mas também a qualidade do espetáculo. "A Copa do Mundo precisa ser jogada nas circunstâncias mais ideais", afirmou.

Ele admitiu, no entanto, que as mudanças poderão ser difíceis. "Sou realista, eles provavelmente já assinaram os contratos. Mas difícil não significa que seja impossível, e devemos pelo menos fazer nosso trabalho."

Já houve Copas anteriores em climas muito quentes, especialmente a de 1994 nos EUA. Nas de 1970 e 86, no México, a altitude também foi um problema, junto com o calor.

"Pelo menos demos um passo adiante", disse Van Seggelen. "Acho que o aconteceu em 1994 não aconteceria hoje. A vantagem que temos agora é um diálogo, mas não faz sentido ter um diálogo com os jogadores se você já tomou a decisão de antemão."


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