Paulo André admite ter receio de disputar clássicos antes do Mundial

Antes de embarcar para o Japão, o Corinthians recebe o Santos, no Pacaembu, e encara o São Paulo, no Morumbi

Gazeta |

Paulo André passou boa parte das quatro temporadas a serviço do Corinthians no departamento médico. Não é à toa, portanto, que o zagueiro está preocupado com a possibilidade de se machucar em algum dos dois clássicos (contra Santos e São Paulo) realizados antes do Mundial de Clubes.

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"Para que a gente analise o nosso estágio para o Mundial, são jogos importantes. Acho legal em termos de preparação. Mas existe o risco de lesões em partidas em que a rivalidade vem à tona. É claro que a gente vai ter receio", admitiu, antes de fazer uma ressalva. "Mas, se entrarmos com o pé mole nas divididas, acabaremos nos machucando mais facilmente."

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Paulo André, zagueiro do Corinthians

Para minimizar o risco de alguma equipe encerrar o Campeonato Brasileiro sem disposição (ou com a tentação de prejudicar um rival), os clássicos regionais são marcados para as rodadas finais desde a temporada passada. O Corinthians receberá o Santos em 25 de novembro, no Pacaembu, e o São Paulo em 2 de dezembro, no Morumbi. No dia seguinte, embarcará para Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, última parada antes da chegada ao Japão, sede do Mundial.

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Embora o Corinthians não tenha mais objetivos no Brasileiro, o técnico Tite trata a competição como fundamental na preparação para o torneio da Fifa. O gaúcho instruiu seus jogadores a se dedicarem ao máximo nas partidas nacionais e colocou as vagas entre os titulares ou no grupo que seguirá para o Japão como prêmio aos mais empenhados.

"O Tite nos cobra muito, e não há como ser diferente. Existe o risco de lesões, o medo de se envolver em lances perigosos, mas precisamos ser competitivos e colocar o pé. Foi assim que chegamos aos títulos do Brasileiro e da Libertadores", observou Paulo André.

No treinamento de quarta-feira, o zagueiro teve uma prova de que seu receio com as divididas às vésperas do Mundial não é sem motivo. "O Danilo acabou me acertando sem querer. Machucou o meu tornozelo, e tive que passar gelo no local", contou. "Como o Danilo voltou a treinar agora, ele está querendo mostrar serviço. Mas também o machuco de vez em quando, então está tudo igual", sorriu.

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Paulo André sabe que o tratamento amistoso da relação com Danilo não será o mesmo quando os adversários forem Santos e São Paulo. "Todo mundo vai nos enfrentar querendo carimbar a nossa viagem para o Japão. O objetivo deles é estragar um pouco a nossa alegria e falar que ganharam do time que está indo para o Mundial", avisou.

As metas do Corinthians são outras. "Os quatro jogos finais do Brasileiro serão importantes para o time voltar a ficar focado. Como a gente não briga pelo título, a motivação havia caído. Mas a confiança foi construída com o tempo e continua igual. A gente sabe exatamente o que quer buscar", concluiu Paulo André, pensando no Mundial de Clubes.

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