Mesmo elogiado, Kleina não se exime de responsabilidade por fase

Apesar de trabalho chamado de "magnífico" pelo presidente Arnaldo Tirone, treinador não está satisfeito com colocação do Palmeiras

Gazeta |

Francisco De Laurentiis
Kleina, técnico do Palmeiras

O técnico Gilson Kleina assumiu o Palmeiras já em uma situação complicada e vê agora o risco ainda maior de rebaixamento no Campeonato Brasileiro. Por isso, mesmo recebendo elogios da diretoria e até de torcedores, o comandante não se sente livre da responsabilidade pela atual fase complicada da equipe.

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"Não fico aliviado por isso (elogios), também estou com sentimento de que poderíamos estar em situação melhor no campeonato. Agradeço às pessoas pelo pensamento, mas estou imbuído em um todo. Não posso achar que estou livre dessa situação, a responsabilidade é toda nossa", ponderou.

Kleina assumiu o Palmeiras no fim de setembro, já na zona de rebaixamento. Neste período, acumulou quatro vitórias, quatro derrotas e um empate no Brasileirão, além de um triunfo e um tropeço na Sul-americana, que custaram a eliminação.

O presidente Arnaldo Tirone avalia como positivo o desempenho do comandante. "O Kleina sacudiu o grupo, ele faz um trabalho magnífico", elogiou o mandatário, durante reunião na Federação Paulista de Futebol.

No entanto, o Palmeiras amarga a 18º posição no Nacional, sete pontos atrás do primeiro clube fora da área da degola, que é o Bahia. Por isso, o técnico admite que só vitórias nas quatro rodadas que restam podem salvar seu time.

"Não vou omitir minha parcela. Se o sucesso acontecer, vou transferir aos artistas, que são os jogadores. Mas trabalhamos com responsabilidades divididas, porque não queremos fazer o maior patrimônio do clube sofrer, que é o torcedor", encerrou.

O Palmeiras volta a campo na tarde de domingo, contra o líder Fluminense, em Presidente Prudente.


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