Kleina vê atletas com medo da torcida pede fim da violência na reta final

Treinador do Palmeiras reconhece que as ameaças de violência estão deixando alguns jogadores abalados emocionalmente

iG São Paulo * |

O técnico Gilson Kleina não terá de administrar apenas as partes técnica e tática do Palmeiras nesta semana decisiva no Campeonato Brasileiro . Na manhã desta terça-feira, o treinador demonstrou preocupação com as ameaças de violência que partem de torcedores e admitiu a necessidade de conversar com alguns atletas, que temem ações dos palmeirenses.

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"Temos de agregar e corrigir todos os erros. Não sei qual jogador está procurando segurança particular, mas já tive conversa com gente que teve de trocar de apartamento e tirar o filho da escola. Pedimos a compreensão nesse sentido", comentou.


Depois do empate por 2 a 2 com o Botafogo
, os muros do Palestra Itália forma pichados com ameaças de morte ao presidente Arnaldo Tirone. Os jogadores também estão preocupados com a reação da torcida, que já entrou em confronto com a polícia em Araraquara, quando a partida diante dos cariocas ainda estava em andamento.

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"Ninguém está pedindo para não ser cobrado, mas que não passe disso. Violência não leva a nada. Vivemos em um país em que acontece cada situação e o futebol é o único que pode agregar. Não podemos deixar as coisas ficarem piores, precisamos do apoio até onde der", afirmou.

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O Palmeiras ocupa o 18º lugar no Brasileirão, com 33 pontos, e corre o risco de ser rebaixado já neste domingo, em caso de derrota para o Fluminense e vitórias de Bahia e Portuguesa . Diante da forte pressão, Kleina tenta proteger os jogadores.

"Cada um reage de uma maneira na crise. Há pessoas que precisam ser mais blindadas, como os garotos. Conversei com os meninos que estão tendo oportunidades e falei que, se tem o lado bom de ser lançado, tem também a cobrança. Não podem achar que um erro nesse jogo vai ser fatal para uma tragédia", ponderou.

O treinador, que já assumiu a equipe em situação ruim, explicou que não sofreu ameaças até agora. "Graças a Deus, não teve. Estou sendo respeitado por muita gente, mas fiquei sabendo da pichação para a diretoria. Futebol tem de ser meio de vida, e não de morte e pressão", concluiu.

* Com Gazeta Esportiva

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