Irritação da torcida faz Palmeiras pedir calma: "O sofrimento é igual"

Ao término da partida contra o Botafogo, jogadores deixaram o gramado e ouviram xingamentos vindos das arquibancadas

Gazeta |

A longa estadia do Palmeiras na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro tirou a paciência do torcedor que estava em Araraquara, no empate com o Botafogo . Antes de Barcos decretar a igualdade por 2 a 2, já nos acréscimos, alguns palmeirenses tentaram invadir o gramado da Fonte Luminosa, e precisaram ser contidos por policiais militares, que usaram até gás de pimenta.

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Ao término da partida, novos protestos, desta vez quando os jogadores deixavam o gramado e ouviram xingamentos vindos das arquibancadas. Embora entendam o incômodo dos torcedores, que correm o risco de ver o time voltar à Série B dez anos após o primeiro rebaixamento, a delegação tentou pedir calma.

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“Entendo a chateação, o nervosismo porque a situação não é boa, mas enquanto houver o mínimo de chances, temos que estar juntos. Não é momento de violência, nenhum momento é, este não é caminho. Acho que o time jogou bem, lutou, batalhou, criou chances, mas não conseguimos. Entendo perfeitamente a chateação, mas violência só é ruim para o Palmeiras”, pediu o volante Marcos Assunção, assim como Barcos, um dos poucos poupados pela torcida.

Este não é o primeiro protesto que o Palmeiras vê em Araraquara. Nestes três jogos que a equipe realizou na cidade do interior paulista, contra o Coritiba, na derrota por 1 a 0, o elenco viu o incômodo dos torcedores com a atual situação. Até por isso, o vice-presidente de futebol, Roberto Frizzo, disse que jogadores pediram para que o clube mandasse seus jogos, enquanto cumpre a pena de perda de quatro mandos de campo, em Presidente Prudente (SP).

Mesmo depois da vitória sobre o Cruzeiro na Fonte Luminosa, a ideia era de que o plano fosse colocado em prática já diante do Botafogo. O Prudentão, porém, receberá uma partida do atual campeão da Copa do Brasil apenas no próximo final de semana: no encontro com o líder Fluminense, que pode confirmar o título a 558 km de São Paulo (SP).

Em meio à luta para tentar se manter na Série A, o gerente de futebol, César Sampaio, disse que seria um “tiro no pé” ter que, neste momento, brigar entre si. Pedindo o apoio vindo das arquibancadas para tentar sair da zona da degola, o técnico Gilson Kleina alegou que sofre assim como os torcedores.

“Tem que ter tranquilidade, o sofrimento é igual. Se tem um grupo que quer vencer, é o nosso. Sabemos que somos cobrados, mas não vai levar nada a violência. Pelo contrário, pode ter a fatalidade. Todo mundo aqui é profissional, pai de família, como eles. Temos que entender que futebol é meio de vida, não meio de morte”, explicou o comandante.

Um dos que vive relação complicada com o torcedor palmeirense, o atacante Luan pediu uma trégua para evitar maiores preocupações entre os jogadores. “Têm atletas que sentem isso, sim, mas a gente conversou agora no vestiário e falamos que independente do que acontecer, estamos juntos, então vamos batalhar e continuar unidos”, decretou o camisa 11.

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