Ney Franco se chateia por críticas: "A gente sabe quando é maldade"

Contratado em julho pelo São Paulo, treinador nunca aceitou muito bem as críticas a respeito de suas escalações ou substituições

Gazeta |

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Ney Franco, técnico do São Paulo

A necessidade de corrigir uma substituição errada ao longo do duelo com a Universidad de Chile, na quarta-feira, gerou críticas a Ney Franco, apesar da vitória por 2 a 0. Em conversa com pessoas próximas, ainda em Santiago, o treinador do São Paulo se mostrou chateado. Nesta sexta, defendeu-se em público.

A primeira mudança foi feita no intervalo, com a entrada do meia Maicon no lugar do lateral esquerdo Cortez, que havia sido advertido com cartão amarelo na primeira etapa e corria risco de expulsão. Minutos depois, ao notar que ela estava prejudicando o time, ele foi obrigado a sacrificar Jadson para colocar o zagueiro Edson Silva e improvisá-lo na esquerda.

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"Tirei o Cortez porque ele não terminaria o jogo. Assim que tomou amarelo, o juiz encostou nele e avisou que, na próxima, ele estaria fora. A substituição ficou marcada porque eu não tinha lateral esquerdo na reserva. Essa primeira tentativa se mostrou errada, e a gente então alterou de novo", reconheceu o comandante, lembrando, por outro lado, que apostou corretamente em Willian José, autor dos dois gols do 2 a 0.

"Não fizemos mais gols porque começamos a errar passes de ligação do meio para o ataque e não por causa da substituição. Se tiver um pouco de boa vontade, de estudo, e procurar as substituições que fiz nos últimos jogos, vai ver que a maioria foi acertada. Como treinador, estou sujeito a substituições não darem certo. Mas a gente sabe quando a crítica é construtiva e quando tem um pouquinho de maldade no coração", rebateu.

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Contratado em julho pelo São Paulo, Ney Franco nunca aceitou muito bem as críticas a respeito de suas escalações ou substituições. No começo do trabalho, porém, elas eram mais constantes. Atualmente, com a equipe em ascensão tanto na Copa Sul-americana quanto no Campeonato Brasileiro, as análises sobre ele geralmente têm sido positivas.

"A entrada do Wellington no time, a descoberta do Paulo Miranda na lateral, o esquema de jogo com três atacantes, tudo isso são definições do treinador. Também tenho parcela na recuperação do time", cobrou o treinador, justificando a demora para acertar a equipe pelo fato de tê-la assumido no meio da temporada.

Chateado, mas convicto do trabalho que faz à frente do time, ele define na manhã deste sábado a formação que enfrenta o Fluminense, às 17 horas (de Brasília) de domingo, no Morumbi. Uma vitória pode abrir para dez pontos a diferença para o quinto colocado, restando depois apenas quatro rodadas para o término do Brasileiro.

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