Presidente do Palmeiras diz ainda que postura do clube seria a mesma caso o time não tivesse ameaçado de rebaixamento

Arnaldo Tirone, presidente do Palmeiras
Gazeta Press
Arnaldo Tirone, presidente do Palmeiras

Durante a derrota do Palmeiras para o Internacional por 2 a 1 no último domingo, o atacante argentino Barcos marcou um gol com a mão no segundo tempo. Inicialmente, o lance foi validado pelo árbitro Francisco Carlos Nascimento, mas acabou sendo anulado em seguida. Arnaldo Tirone, presidente do clube paulista, condena a suposta interferência externa que teria motivado a invalidação do gol.

O presidente do Palmeiras tem razão em reclamar da interferência externa? Comente

"Isso é maléfico para todo mundo, não só para o Palmeiras. Não importa se o gol foi de mão ou não. A questão é que a Fifa condena o uso de interferência externa", afirmou Tirone, em entrevista ao programa Arena SporTV . "Se o Inter tivesse no nosso lugar, reclamaria também. Se o juiz errou, ele tem que ser punido da maneira ideal", completou.

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Segundo o departamento jurídico do Palmeiras, o gol de mão do atacante Barcos, que empataria o jogo para o clube paulista, foi invalidado porque repórteres informaram o delegado da partida Gerson Antonio Baluta, que repassou a informação ao quarto árbitro Jean Pierre Goncalves Lima, que avisou o árbitro Francisco Carlos Nascimento.

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Ao ser questionado sobre o toque de mão do atacante Barcos no lance, o presidente palmeirense declarou que a irregularidade só existiu porque o argentino sofreu pênalti antes. “Não quero entrar na questão sobre o gol ter sido de mão ou não. Tem imagem que mostra ele fazendo isso. Mas ele também foi agarrado no lance e empurrado pra frente", disse.

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Tirone afirmou ainda que o comportamento do Palmeiras nesse caso seria exatamente o mesmo se o time não tivesse ameaçado de rebaixamento no Campeonato Brasileiro. "A gente vem oficializando na CBF todos os erros de arbitragem. Estamos sendo atendidos nas nossas reivindicações, alguns árbitros foram afastados. Erros acontecem, mas não podemos ficar quietos. Não posso ser prejudicado. Minha obrigação como presidente é defender o clube", concluiu.

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