Por temer pena, elenco do Palmeiras se afasta da luta por jogo anulado

"Se for anulado ou não, vamos fazer o nosso trabalho da melhor maneira possível. O nosso jogo da vida é o Botafogo", avisou Maurício Ramos

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Bastou o Palmeiras conseguir que o STJD pedisse à CBF para não contabilizar os pontos do Inter na vitória de sábado para o clube gaúcho avisar que cobrará cartão amarelo a Barcos pelo gol de mão invalidado. O caso fez o elenco optar pelo seguinte discurso: se a diretoria luta pela anulação do jogo no Beira-Rio por interferência externa na arbitragem, o time trabalha para enfrentar o Botafogo, no domingo.

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"O jurídico está resolvendo isso, depende deles. Se for anulado ou não, vamos fazer o nosso trabalho da melhor maneira possível. O nosso jogo da vida é o Botafogo", discursou Mauricio Ramos, um dos líderes do grupo que usou até a decisão de todos se afastarem do noticiário esportivo como argumento para não participar da polêmica.

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Mauricio Ramos, zagueiro do Palmeiras

Embora o diretor jurídico do clube, Piraci Oliveira, considere sinal de desespero a cobrança que o Colorado fará á Procuradoria do STJD pelo amarelo a Barcos, existe no grupo o temor de punição também ao dar entrevistas. "Qualquer vírgula que eu falar, vai sair uma polêmica danada. Falar de arbitragem é complicado porque pode sobrar para mim e para o Palmeiras. Tenho que blindar o meu grupo", disse Mauricio Ramos.

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O zagueiro acabou participando ativamente da confusão do árbitro Francisco Carlos Nascimento. A bola passou por Mauricio Ramos antes de bater na mão de Barcos e entrar no gol, e a comemoração do defensor foi efusiva, tanto que muitos dos que trabalhavam sem imagens da televisão no gramado imaginaram que o seu cabeceio tinha sido responsável pelo desvio - ação que talvez tenha confundido até o juiz, que validou o tento que seria o de empate e, cinco minutos depois, o anulou.

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"É complicado. Não é futebol americano, quem tem de tomar a decisão é o ser humano que está apitando o jogo. Mas vou deixar o pessoal do jurídico resolver, é o melhor que posso fazer", controlou-se Mauricio Ramos, esquivando-se até de contrariar o ex-goleiro Marcos, contrário à disputa de um novo jogo. "O Marcos tem a opinião dele. Foi um grande goleiro e, se está falando isso, cada um adapta da melhor maneira possível. Cada ser humano tem uma opinião diferente."

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Na tática antipolêmica adotada pelo camisa 15 durante toda a sua entrevista coletiva, não houve espaço nem para concordar que "vale tudo contra o rebaixamento, até tentar anular o jogo com prova de interferência externa da arbitragem". "Estamos nos esforçando para entrarmos no jogo e fazer o nosso melhor para sair dessa situação, essa questão vou deixar para eles resolverem", repetiu o defensor, bastante contido.

"O que passou, passou. O time jogou melhor contra o Internacional, infelizmente saímos derrotados. Mas a nossa maior batalha agora se chama Botafogo. Precisamos ter foco total sobre o Botafogo para que no domingo, com o apoio do nosso torcedor, possamos fazer uma vitória", decretou Mauricio Ramos.

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