Polêmica de Inter x Palmeiras não é inédita no futebol. Relembre outros casos

Santos x Botafogo no Brasileirão de 1997 também teve gol anulado com interferência externa. Casos parecidos aconteceram em jogo da seleção brasileira e do Campeonato Alemão

Mário André Monteiro - iG São Paulo | - Atualizada às

O Palmeiras tenta de qualquer jeito anular a derrota que sofreu diante do Internacional . O clube alviverde alega que gol de mão do atacante Barcos foi invalidado porque repórteres relataram a infração ao delegado da partida Gerson Antonio Baluta, que repassou a informação ao quarto árbitro Jean Pierre Goncalves Lima, e esse avisou o árbitro Francisco Carlos Nascimento. 

E MAIS: Palmeiras diz ter vídeo que complica o árbitro da partida no Beira-Rio

A interferência de fatores externos nas decisões da arbitragem, como no caso da tecnologia com o uso das imagens de TV ou informações de profissionais da mídia que estão trabalhando na partida, são proibidas pela Fifa. E essa polêmica do Beira-Rio não é inédita no futebol.

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Em 2009, na Copa das Confederações, o Brasil venceu o Egito por 4 a 3 depois de um fato parecido com esse de Inter x Palmeiras. A seleção venceu com gol de Kaká aos 45 minutos do segundo tempo, mas com muitas reclamações dos egípcios. 

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Kaká em ação no polêmico Brasil x Egito de 2009

A seleção africana disse que o árbitro inglês Howard Webb só marcou a penalidade porque foi avisado pelo quarto árbitro, o australiano Matthew Breeze, que teria visto o replay do lance em um monitor de TV que estava entre os bancos de reservas. A princípio, Webb não viu o toque de mão do zagueiro Al Muhamadi e marcou escanteio. Depois de conversar com Breeze, voltou atrás e anotou o pênalti.

VEJA: Internacional pede punição a Barcos e não vê propósito em anulação de partida

Assim como Palmeiras, o Egito enviou um pedido oficial de protesto para a Fifa, solicitando alguma medida para o caso, como a anulação da partida e a remarcação de uma nova, mas a entidade máxima do futebol rejeitou o pedido e validou o placar de 4 a 3 para o Brasil.

No Brasil, um lance desse tipo gerou muita confusão e só foi anulado por conta de fatores externos. No Brasileirão de 1997, o atacante Bentinho, do Botafogo , chutou à direita do goleiro Zetti, do Santos , raspando a trave. A bola foi para fora, bateu numa placa de publicidade que estava atrás do gol, voltou em direção à meta santista, rasgou a rede e entrou.

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Carlos Eugênio Simon já teve ajuda externa para tomar decisão no Santos x Botafogo de 1997

Sem titubear, o árbitro Carlos Eugênio Simon apitou o gol, gerando muita revolta dos santistas. Com a confusão já formada, o representante da CBF na partida consultou jornalistas que estava presentes no estádio e constatou que a bola havia, de fato, ido para fora. Ele então avisou Simon, que voltou atrás e marcou tiro de meta. No fim das contas, o Botafogo venceu por 2 a 1 e não se preocupou em reclamar no STJD.

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A Alemanha também já viu uma situação parecida na Bundesliga. O ano era 1994, e o Bayern de Munique recebeu o Nuremberg pela 32ª rodada da competição. No meio do primeiro tempo, o zagueiro Thomas Helmer chutou para fora uma chance incrível e ficou lamentando o lance. Quando o goleiro do Nuremberg se preparava para cobrar o tiro de meta, todos foram surpreendidos pelo árbitro, que anotou gol.

O juiz Hans-Joachim Osmers e o bandeirinha Jörg Jablonski viram a bola entrar, quando ficou nítido que isso não aconteceu. Ninguém entendeu nada e o gol foi validado, ajudando na vitória do Bayern por 2 a 1. Esse lance é conhecido até hoje como ”Phantomtor” (ou “Gol Fantasma”).

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Revoltado com o erro absurdo da arbitragem, o Nuremberg entrou com um protesto junto a Bundesliga e a Federação Alemã para anularem a partida. Depois de analisarem as imagens, as entidades decidiram remarcar o jogo para alguns dias depois. E esse novo duelo terminou com outra vitória do Bayern de Munique, dessa vez por impiedosos 5 a 0.

No final das contas, o Bayerm sagrou-se campeão alemão da temporada 1993/1994, e o Nuremberg teve que amargar o rebaixamento. Confira no vídeo abaixo o erro absurdo do juiz :

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