Atacante argentino chegou a afirmar que seguiria no Palmeiras mesmo em caso de rebaixamento no Brasileirão

Barcos, atacante do Palmeiras
Futura Press
Barcos, atacante do Palmeiras

Há um mês, Barcos garantia que cumprira seu contrato e continuaria no Palmeiras mesmo em caso de rebaixamento. Mas, a cinco rodadas do final do Campeonato Brasileiro , o artilheiro já não garante que disputará a Série B se não conseguir evitar o descenso da equipe, atualmente antepenúltima colocada e a cinco pontos do Bahia, primeiro clube fora da zona da degola. O atacante deseja manter a vaga que conquistou na seleção argentina.

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"Tenho contrato de três anos e hoje estou na seleção. Seria muito ruim cair para a Série B, porque perco a possibilidade de jogar na seleção. Quem está na Série B não joga na seleção", comentou o centroavante, contratado no início desta temporada por cerca de R$ 7 milhões pagos à LDU, do Equador.

O que pode fazer o artilheiro do Palmeiras continuar no clube é o calendário já garantido no primeiro semestre de 2013. "Temos a Libertadores no ano que vem, quero ficar", declarou, lembrando da vaga conquistada com o título da Copa do Brasil desta temporada.

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O camisa 9, autor de 25 gols em 2012, ano de sua primeira convocação para a Argentina, prevê que outros podem sair em caso de rebaixamento. "Depende do que o clube quer fazer. Aqui tem muitos jogadores importantes, que não pensam em Série B. É necessário se analisar o momento e a situação."

Wesley, que também desembarcou no Palmeiras nesta temporada, em acordo de pagamento de R$ 14,5 milhões ao Werder Bremen, da Alemanha, assegurou em entrevista coletiva na última sexta-feira que não só permanece no clube para disputar a segunda divisão como só o deixará depois de garantir o acesso.

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Diante da mudança de opinião, Barcos garante que seu salário não é problema, negando mais uma vez uma possível cobrança por aumento ao fato de ter se concentrado um dia a menos que os colegas antes de enfrentar o São Paulo - o ‘privilégio’ foi para o atacante descansar após viajar à Argentina para enfrentar o Brasil pelo Superclássico das Américas, em jogo que acabou cancelado.

"Nunca pedi aumento. E em todos os jogos, me dediquei 100%, não perdi nenhuma partida por não querer jogar", discursou o centroavante, que chegou a usar palavrões para definir seu empenho para jogar no Palmeiras - enfrentou 12 horas de viagens em aeroportos para enfrentar o Bahia no dia seguinte à participação de partida contra o Chile pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo.

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