Portuguesa poupa esforços em Floripa e fica no zero com o Figueirense

Resultado deixa time paulista distante da zona do rebaixamento e afunda ainda mais os catarinenses nas últimas colocações

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A Portuguesa voltou a fazer um jogo muito fraco tecnicamente e acumulou o seu quarto empate consecutivo neste sábado. A equipe não quis se arriscar diante do desesperado Figueirense e apenas empatou por 0 a 0, no estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis. O resultado deixa o time distante da zona do rebaixamento e afunda ainda mais os catarinenses nas últimas colocações.

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A partida deste fim de semana marcou o retorno de Bruno Mineiro e Loco Abreu aos seus respectivos times no Campeonato Brasileiro. O camisa 9 da Lusa foi o responsável pela melhor chance do jogo e cabeceou no travessão do goleiro Wilson, no segundo tempo da partida. Já o uruguaio não teve boa atuação e deixou o campo criticado pelos poucos torcedores que foram ao estádio prestigiar o duelo.

Com o ponto somado neste sábado, a Portuguesa chega aos 40 neste Brasileiro e praticamente se garante na Série A. O time paulista abre sete de vantagem para o Sport, primeiro time a ocupar a zona do rebaixamento, e volta suas atenções para o jogo de ‘seis pontos’ contra o Bahia, no domingo, dia 4 de novembro. Já o Figueira alcança os 29 e permanece na 19ª posição e se prepara para enfrentar o Flamengo na rodada seguinte.

O jogo
A Portuguesa parecia ter vontade de apenas administrar qualquer resultado que pudesse ampliar a sua pontuação na tabela de classificação. E foi isso que se viu na etapa inicial do jogo deste sábado. Embora tenha chegado ao ataque já aos dois minutos, em cruzamento de Ananias que não foi alcançado por Bruno Mineiro, a equipe paulista se escondeu em campo e não buscou o ataque da forma como a torcida esperava.

A jogada protagonizada pelo setor ofensivo dos rubro-verdes evidenciou a fragilidade dos donos da casa neste Brasileiro. A equipe alvinegra até tentou responder com boa troca de passes, aos dez minutos, mas Loco Abreu furou feio na hora de concluir na frente do gol. O uruguaio ainda buscou o cruzamento para a área após pegar a sobra e viu Dida salta para agarrar a bola sem dar rebote.

O retorno do centroavante uruguaio após delicada contusão parecia animar os jogadores ofensivos da equipe catarinense e levou Aloísio a se infiltrar na marcação e assustar o seu rival aos 18 minutos. O atleta testou o cruzamento vindo da esquerda e mandou por cima do travessão dos visitantes. A outra chance do artilheiro catarinense surgiu aos 29, em gol de cabeça anulado por impedimento.

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Loco Abreu e Dida: os grandes nomes de Figueirense e Portuguesa, em Floripa

Em meio aos esporádicos ataques do Figueirense, a Portuguesa tentava trabalhar no erro do seu oponente e desperdiçou boa oportunidade com Léo Silva. Aos 31, o volante aproveitou a jogada construída pela dupla Ananias e Moisés e mandou perto do poste esquerdo de Wilson. A resposta veio aos 38 minutos, em cabeçada de Claudinei defendida tranquilamente por Dida.

Antes que o árbitro pudesse encerrar a etapa inicial, o volante Boquita dominou na direita e, aos 48 minutos, soltou a bomba para que Wilson praticasse a defesa. A intervenção do arqueiro manteve o zero no marcador e trouxe ainda mais apatia para a Portuguesa no segundo tempo. O time trabalhava a bola sem qualquer pretensão e quase foi surpreendido por Aloísio, que, aos seis, invadiu a área sozinho e chute de bico para fora.

Mesmo com uma péssima atuação em campo, a Lusa ainda contava com a qualidade individual de Bruno Mineiro. Aos oito minutos, o centroavante se posicionou de forma magistral na área alvinegra e cabeceou o lançamento de Luis Ricardo no travessão de Wilson. O camisa 9 também testou firme aos 15 minutos, mas a finalização não assustou o Figueira.

Ao apresentar sinais de melhora no Orlando Scarpelli, a Portuguesa obrigou o técnico Márcio Goiano a fazer alterações. Apático em campo, o uruguaio Loco Abreu foi sacado para a entrada de Julio César e deixou o gramado diante de um misto de aplausos e vaias da torcida. O atleta estava a 79 dias afastado do Figueirense e fez apenas o seu sétimo jogo desde que foi emprestado do Botafogo.

Sem o centroavante no ataque, os donos da casa ganharam mais mobilidade e tiveram a seu favor um lance pouco comum no futebol. Após um pé alto de Marcelo Cordeiro dentro da área, os catarinenses tiveram um tiro livre em dois lances para cobrar próximo da marca penal. A conclusão da jogada, entretanto, ficou na barreira e não chegou a ameaçar o goleiro Dida.

O arqueiro, inclusive, salvou a Portuguesa em conclusão do meia Ronny. Aos 28 minutos, o jogador recebeu bom passe de Doriva e tocou para a defesa do camisa 1 lusitano. A oportunidade criada pelos catarinenses foi a última que chegou a levar perigo para algum dos goleiros. O desgaste físico excessivo levou o Figueira a perder Aloísio para uma lesão muscular e manteve a idéia rubro-verde de apenas administrar o resultado.

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