Para Kleina, delegado anulou gol de mão de Barcos: "É sem-vergonhice"

Palmeiras perdeu de virada para o Internacional por 2 a 1 e ficou ainda mais perto do rebaixamento no Brasileirão

Gazeta | - Atualizada às

A virada cedida ao Inter complicou a luta do Palmeiras contra o rebaixamento, mas Gilson Kleina teve um motivo a mais para deixar o Beira-Rio irritado. O treinador acusa o delegado do jogo, Gerson Antonio Baluta, de ter informadoo árbitro para anular o gol de mão de Barcos que deixaria a partida em 2 a 2.

“Quem anulou o gol foi o delegado. Ele viu na televisão e anulou. Isso é sem-vergonhice”, reclamou o técnico, que se baseia no fato de o juiz, Francisco Carlos Nascimento, do quadro da Fifa e da Federação Alagoana de Futebol, ter validado o gol no momento em que a bola balançou as redes.

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Jogadores do Palmeiras reclamam da anulação do gol de Barcos

“O árbitro e os bandeiras correram, nós comemoramos o gol. Se não foi por imagem, como ele decidiu anular? Teve do nada um pensamento diferente? De onde veio a dúvida? E o gol foi anulado cinco minutos depois! Alguém passou”, esbravejou Kleina. “Se existe comunicador, é tênis. Em todo lance, vai ter que parar e ver a televisão. O futebol está ficando uma chatice”, continuou.

O árbitro Francisco Carlos Nascimento acabou admitindo à TV Bandeirantes que foi avisado para anular o gol, mas sem dar detalhes. “Foi um lance irregular. Não posso falar porque existe a recomendação da Comissão de Arbitragem de não falar sobre lance do jogo, mas existe um trabalho em equipe”, confessou o juiz.

O departamento jurídico do Palmeiras procura provas da interferência do delegado na partida, por meio de imagens da televisão, para legitimar sua reclamação à CBF. O diretor jurídico do clube, Piraci Oliveira, confessa no Twitter, porém, a dificuldade para isso. “O processo desportivo é construído com base em provas materiais. Não adianta dizer que ‘é obvio’. Temos que provar a comunicação.”

Não foi só Kleina que viu interferência do delegado. Após o apito final, os jogadores circularam Gerson Antonio Baluta para gritar “Fala isso agora, quero ver fazer agora” na caminhada do delegado ao vestiário da arbitragem.

Acha que o gol de Barcos deveria ter sido anulado? Opine

O auxiliar técnico do Verdão, Narciso, foi cobrar diretamente Francisco Carlos Nascimento, que estava protegido por escudos policiais. “Que recurso é esse, professor? Pela primeira vez usar isso, professor?! Estou falando com educação e respeito”, disse o ex-defensor.

O lance polêmico ocorreu aos 17 minutos do segundo tempo, quando Marcos Assunção cobrou escanteio e Barcos esticou o braço para desviar a bola para o gol. Francisco Carlos Nascimento apontou para o círculo central quando foi cercado pelos jogadores do Inter, conversou com auxiliares e decidiu invalidar a jogada, recomeçando o jogo somente cinco minutos depois do lance.

De acordo com a TV Globo, o quarto árbitro, Jean Pierre Gonçalves Lima, do quadro da Federação Gaúcha de Futebol, alegou ter tentado usar seu comunicador para avisar Francisco Carlos Nascimento do toque de mão desde o momento em que ele ocorreu, mas a conversa do árbitro com seus assistentes atrasou o alerta.


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