Kleina já tem o quádruplo de vitórias do primeiro mês de Felipão

Com 7 partidas disputadas, novo treinador do Palmeiras tem aproveitamento de 57% no primeiro mês contra 33,3% do antecessor

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Betinho comemora o gol da vitória do Palmeiras sobre o Bahia

Há exatamente 30 dias, Gilson Kleina se desligava da Ponte Preta para assumir o desafio de evitar o rebaixamento do Palmeiras no Campeonato Brasileiro. Na comparação com seu antecessor, o início é bem mais promissor: Luiz Felipe Scolari conseguiu só 33,3% de aproveitamento em seu primeiro mês da recente passagem, enquanto o atual técnico tem rendimento de 57,1%.

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Apresentado no clube em 15 de julho de 2010, Felipão não comandou o time no mesmo dia, quando, com o auxiliar Flávio Murtosa no banco, o Palmeiras venceu o Santos por 2 a 1 no Pacaembu. Nos 30 dias seguintes, contudo, o pentacampeão mundial obteve, em sete jogos, apenas uma vitória, quatro empates e duas derrotas.

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Já Gilson Kleina, com o mesmo número de sete partidas, foi mais eficiente ao herdar o grupo que Scolari lhe deixou. De 19 de setembro até agora, o time alcançou quatro triunfos e perdeu três. O saldo de gols também supera o do antecessor: foram dez gols feitos e sete sofridos com Kleina, enquanto a equipe de Felipão colocou oito bolas nas redes adversárias e teve que buscar dez em sua meta.

Na análise do início dos dois, constata-se um sucesso mais rápido de Kleina, que ganhou seus três primeiros jogos no clube (bateu Figueirense, Ponte Preta e Millonarios, da Colômbia, antes de perder de São Paulo, Coritiba e Náutico e superar o Bahia). Já Scolari reestreou derrotado pelo Avaí, acumulou empates com Botafogo, Ceará, Corinthians e Goiás, perdeu do Vitória e só foi vencer em sua sétima partida, diante do Atlético-PR.

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Há, contudo, algumas semelhanças curiosas nos sete primeiros jogos de ambos. Os dois estrearam em Santa Catarina (Felipão perdeu do Avaí e Kleina venceu o Figueirense), tiveram um alvinegro no Pacaembu como rival em seu segundo compromisso (Scolari empatou com o Botafogo e Kleina bateu a Ponte), perderam sua sexta partida no Nordeste (2 a 0 para o Vitória com Felipão e 1 a 0 para o Náutico com Kleina) e ganharam seu sétimo jogo (2 a 0 diante do Atlético-PR com Felipão e 1 a 0 ante o Bahia com Kleina).

As comparações, porém, ficam injustas quando se olha o histórico de ambos. Scolari, de 63 anos, acumula passagens pela seleção brasileira, seleção portuguesa, Chelsea, Grêmio, Cruzeiro, e 19 títulos na carreira (incluindo a Copa do Mundo de 2002). Só no Palmeiras, Felipão conquistou a Libertadores de 1999, a Copa do Brasil e a Mercosul de 1998 e o Torneio Rio-São Paulo de 2000, além de ter comandado o time, na soma de suas duas passagens, por 408 jogos, atrás apenas dos 580 de Oswaldo Brandão no quesito.

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Gilson Kleina tem 44 anos e apenas o título alagoano de 2006, com o Coruripe. Ciente da diferença, ele se apresentou no Palmeiras, seu primeiro grande clube na carreira, admitindo que não estaria à frente da equipe se o risco de rebaixamento não fosse tão preocupante. Mas o atual técnico, ao aceitar suceder Felipão, sabe bem que, mesmo sem taça, será herói caso evite que o clube esteja na Série B de 2013. E já conta com um início promissor.

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