Após contrariar segurança na Bahia, Tirone promete não largar o time

Ausente na derrota para o Náutico em Recife, presidente do Palmeiras acompanhou de perto a vitória sobre o Bahia em Salvador

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Arnaldo Tirone, presidente do Palmeiras

Arnaldo Tirone foi bastante criticado por não ter acompanhado a delegação no Recife, antes e após a derrota do Palmeiras para o Náutico. Nesta quarta-feira, o presidente do clube deixou de lado seu argumento de que não viajaria para "não dar mais trabalho aos seguranças" e esteve em Salvador para acompanhar a vitória sobre o Bahia .

"Fui a Salvador para apoiar, e vamos com eles até o fim", prometeu o mandatário, agora afirmando fazer parte de sua função estar ao lado do Verdão em meio à briga para evitar o rebaixamento. "Sou presidente do clube, tenho que acompanhar o time", afirmou.

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Apesar do discurso, a ida do Tirone parece ser a constatação de seu erro por não ter ficado em Pernambuco. Além do gerente de futebol César Sampaio, sempre membro da delegação, o único dirigente no Recife era o vice-presidente Roberto Frizzo, que ficou em seu quarto enquanto Sampaio e Gilson Kleina conversavam, também para evitar agressões a atletas, com 25 membros de torcida organizada que tentaram invadir o hotel do time cerca de duas horas antes da derrota de domingo - até o técnico cobrou publicamente mais blindagem ao elenco.

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Na segunda-feira, Tirone via com normalidade sua ausência da viagem, e Sampaio, para defendê-lo, disse que o time não sentia falta do presidente. "Não é por ele não estar aqui que o Palmeiras perdeu", argumentou o gerente de futebol. Mas o mandatário parece ter sido instruído a corrigir seu equívoco.

"Meu acerto com o Frizzo era que ele iria para Recife e eu, para Salvador. Depois teve uma confusão e algumas pessoas da segurança falaram que seria bom eu ficar em São Paulo, mas vou até o fim", insistiu Tirone, adotando discurso diferente do vice-presidente, que voltou da Bahia alegando que seria ele o responsável por acompanhar o time em Araraquara, sede do confronto de sábado diante do Cruzeiro, pelo Brasileiro, e Bogotá, onde a equipe enfrenta o Millonarios na terça-feira, pela Copa Sul-Americana.

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Os dirigentes se esforçam para não demonstrar o claro temor pela revolta da torcida. Na derrota para o Corinthians, em 16 de setembro, Tirone e Frizzo escaparam de agressões tanto no Pacaembu quanto em uma lanchonete que pertence ao vice-presidente. Desde então, os dois só têm ficado mais à vontade para entrevistas depois de vitórias.

De certo modo, deixar a capital paulista, para ambos, é um alívio de outro problema. Os protestos contra a atual gestão já geraram troca de agressões no clube e um grupo de sócios organiza uma lista para convocar uma reunião no Conselho Deliberativo para destituir Tirone - o objetivo é conseguir cerca de 1.600 assinaturas durante a distribuição do documento no fim de semana.

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Ao ser abordado sobre política, Tirone, de olho nas eleições presidenciais marcadas para dezembro, diz estar focado na luta contra o rebaixamento. E tenta esboçar ânimo. "Eles estão de parabéns. O resultado mostra que o Palmeiras pode e tem tudo para superar isso" , falou o presidente depois da vitória na Bahia, nessa quarta-feira.

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