Diretoria do Guarani se reúne com Vadão e assegura a permanência do treinador

"Ele tem contrato com o Guarani e não é uma derrota, mesmo sendo por um placar elástico, que vai acabar com isso", disse o diretor de futebol do clube campineiro

Gazeta |

A derrota por 5 a 0 para o Goiás piorou ainda mais o clima no Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas. Além do jejum de vitórias aumentar para seis partidas e a distância para a zona de rebaixamento diminuir para oito pontos, o Bugre sofreu em Goiânia o seu maior revés na temporada, fato que ameaçou a permanência do técnico Vadão à frente do comando da equipe.

AE
Vadão, técnico do Guarani

Nesta quarta, porém, o treinador reuniu-se com o presidente Marcelo Mingone e o diretor de futebol Roberto Constatino assim que desembarcou em Campinas. Após mais de uma hora de encontro, Vadão deixou o Brinco de Ouro com a garantia de estabilidade em seu cargo.

"A situação do Vadão continua como está. Ele tem contrato com o Guarani e não é uma derrota, mesmo sendo por um placar elástico, que vai acabar com isso. O que temos que avaliar é o trabalho que ele desempenhou durante o ano. Não tem absolutamente nada que possa por isso em risco. Foi apenas um resultado desastroso", afirma Constantino, em entrevista à Rádio Central de Campinas.

Com contrato até o dia 31 de dezembro deste ano, Vadão é querido pelo presidente Marcelo Mingone. Uma das prioridades do dirigente para a próxima temporada é a renovação com o treinador, que mantém a cautela em relação a um novo acerto, já que considera o momento político do clube instável.

"Não pensei em deixar o Guarani. Tenho compromisso e não vou fazer isso agora. Não vou abandonar e pedir demissão. Os jogadores vieram a meu pedido e não vai ser agora que vou abandonar todos aqui, ainda mais depois de uma derrota deste nível. Não vou tirar o meu da reta e deixar os jogadores", garante Vadão, em entrevista à Rádio Bandeirantes campineira.

Apesar da sintonia entre comissão técnica e diretoria, a torcida bugrina está insatisfeita com a campanha do time na Série B do Campeonato Brasileiro. Após a goleada sofrida diante do Goiás, os muros do Brinco de Ouro amanheceram pichados com dizeres como "Vergonha" e "O bicho vai pegar". O feito levou o treinador a decretar a chamada lei do silêncio dentro do elenco, proibido de dar entrevistas.

Em sua quarta passagem pelo Guarani, Vadão foi um dos grandes responsáveis pelo vice-campeonato paulista conquistado pela equipe no primeiro semestre. Participando de forma ativa em contratações, o treinador foi decisivo na vinda de jogadores como Fumagalli, Wellington Monteiro e Danilo Sacramento.

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