Time alcançou pela primeira vez a zona de classificação para a Libertadores ao derrotar o Figueirense no Morumbi por 2 a 0

O time do São Paulo não lava mais uniforme sujo fora do CT da Barra Funda ou dos vestiários do Morumbi. Está aí uma das razões para a reação no returno do Campeonato Brasileiro. A cobrança não diminuiu, apenas passou a ser exclusivamente interna.

"Se um jogador errou, errou todo mundo junto", diz Rhodolfo, zagueiro que na primeira metade da competição já fez reclamações públicas dos colegas de eleneco. Em uma delas, expôs falha do lateral direito Douglas na marcação que resultou em gol do Palmeiras.

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"Quem vier para ajudar, tem que se matar. Não dá para um baixinho (o atacante Mazinho, de 1,65m) chegar à área e fazer o gol. Tem que ficar no cara até o final. Não temos como fazer milagre toda hora ali atrás", revoltou-se o defensor, naquela ocasião.

Até mesmo o técnico Ney Franco culpou comandados por resultados negativos em determinados momentos. "Acho que (o time tem errado) mais individualmente", analisou certa vez, dias após tropeço para o Náutico, no Recife, eximindo-se de responsabilidade tática pelo placar.

Hoje em dia, é raro alguma insatisfação vir a público. A ideia é resolver os problemas entre a comissão técnica e jogadores. Além disso, todos passaram a socorrer uns aos outros.

"Temos nos ajudado um pouco mais em todos os setores. A defesa vem ajudando bastante o meio-campo, que vem ajudando bastante o ataque. Conversamos que, no segundo turno, tínhamos que mudar nossa atitude dentro de campo. Nós estávamos levando gols que não somos acostumados a levar", explica Rhodolfo.

Enfim no G4, o São Paulo vem de cinco vitórias e um empate. A oito rodadas do final do Brasileiro - o próximo compromisso será nesta quinta-feira, diante do lanterna Atlético-GO, no Morumbi -, a distância para o quinto colocado Vasco é de dois pontos.

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