Obina nega temer agressão e garante que jogadores amam o Palmeiras

Membros de organizada tentaram invadir hotel da equipe em Pernambuco e ameaça agredir jogadores se não evitarem o rebaixamento

Gazeta |

RAFAEL NEDDERMEYER/Marca Brasil
Obina, atacante do Palmeiras

Os jogadores ficaram assustados com a tentativa de 25 membros de organizada do Palmeiras de invadir o hotel da delegação em Pernambuco duas horas antes da derrota para o Náutico, no domingo. Mas Obina garante que não sentiu medo, e ainda mandou um recado à torcida: os atletas também amam o clube.

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"O amor dos torcedores pelo Palmeiras é muito grande, e também temos esse amor. Quando colocamos essa camisa, todos veem a motivação com a qual saímos do vestiário, como saímos do túnel incentivando um ao outro", argumentou.

Em meio aos protestos, o discurso do atacante é de tranquilidade com a reação dos palmeirenses. "Não temos que ter medo. É uma realidade e precisamos respeitar, mas ninguém pode agredir os outros por nada", afirmou. "O torcedor tem o direito de expor seu amor e falar o que quiser, não pode é ter agressão."

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Apesar das palavras do camisa 21, todos no clube estão cientes do risco de protestos violentos caso o time não evite o rebaixamento no Brasileiro. A preocupação aumentou, principalmente, após a derrota para o Corinthians, em 16 de setembro, quando objetos foram atirados no campo e o presidente Arnaldo Tirone e o vice-presidente Roberto Frizzo escaparam de agressões tanto no Pacaembu quanto em uma lanchonete.

Leia também: Aconselhado a ficar distante, Tirone diz que 'sangra' e é ameaçado

Além da tentativa de invasão do hotel em Pernambuco, a torcida tem prometido durante as derrotas que os atletas irão "apanhar" caso não consigam evitar a queda. Para dar maior tranquilidade ao elenco, a opção foi se afastar de São Paulo: a equipe está no Recife desde sábado, embarca nesta terça-feira para Salvador, onde enfrenta o Bahia, e viaja direto do Nordeste para Araraquara, local do confronto do próximo sábado contra o Cruzeiro.

Essas e quaisquer outras medidas de proteção são obrigação na opinião de Obina. "Tem que ter segurança. Sou um pai de família", disse o jogador, alegando fazer a sua parte. "Treinamos todos os dias, nos concentramos, fazemos de tudo para tirar o Palmeiras dessa situação", assegurou.

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