Sem foco no campo, Kleina cobra diretoria por "vestiário blindado"

Técnico disse que tem sido obrigado a dar satisfação sobre o que acontece fora do campo no Palmeiras

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Gilson Kleina teve que lidar com manifestantes no último jogo

Como o presidente Arnaldo Tirone não viajou com a delegação para o Nordeste e o vice-presidente Roberto Frizzo tem se mantido afastado da torcida, coube a Gilson Kleina, ao lado do gerente de futebol César Sampaio, enfrentar os 25 manifestantes que tentaram invadir o hotel do elenco em Recife nesse domingo. Após a derrota para o Náutico, tendo que assumir também a responsabilidade da atuação do time, o técnico reclamou.

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"Ultimamente, não estou dando entrevista, estou mais dando satisfação do que acontece no Palmeiras fora do campo. Precisamos conversar com os responsáveis e blindar esse vestiário", cobrou. "Em pouco tempo, não dá para administrar várias coisas simultaneamente. O foco precisa ser no campo, mas já estou inserido no processo e administro várias coisas."

O motivo da insatisfação do treinador, que ainda não completou nem um mês no clube, é antigo no Verdão. Luiz Felipe Scolari, seu antecessor, seguidamente esbravejou por ter que atuar como dirigente e, para tentar se focar no campo, passou a evitar entrevistas coletivas, além de usufruir da contratação de César Sampaio como gerente de futebol.Com risco cada vez maior de rebaixamento no Campeonato Brasileiro, Kleina deseja mais paz e tempo para trabalhar visando vitórias da equipe dentro de campo. "É uma somatória de detalhes do lado negativo que nos afeta. Tenho que administrar todas as situações, de comportamento, cobrança...", relatou.

Um dos pedidos do técnico é por ação com a torcida. "Alguém no clube precisa ter esse contato com eles. Sabemos do esforço e tudo que acontece para o torcedor chegar onde tem chegado. Sabemos também como é um time como o Palmeiras nessa situação. Mas precisamos estar tranquilos."

Kleina promete fazer o papel de comandante, como nesse domingo, se for necessário um novo diálogo com palmeirenses revoltados, mas gostaria da ajuda da direção para seus atletas não ficarem ainda mais nervosos. "A pressão já existe. Se houver mais pressão, a tensão é bloquear muito mais, gerar mais desconfiança. Temos que trabalhar com motivação. A solução está dentro do Palmeiras", apontou.

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