Rebaixado no Palmeiras, Sérgio vê salvação possível contra Bahia e Fla

Ex-goleiro foi titular na derrota por 4 a 3 para o Vitória na última rodada do Brasileirão de 2002, quando o clube caiu pela primeira vez

iG São Paulo * |

Com a experiência de quem vivenciou momentos bons e ruins em sua história no Palmeiras , o ex-goleiro Sérgio está confiante na salvação do clube no Campeonato Brasileiro . Em participação no programa Mesa Redonda , da TV Gazeta , ele afirmou que o time comandado por Gilson Kleina poderá colocar Bahia ou Flamengo em seu lugar na zona de rebaixamento.

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"O Bahia é um confronto direto. Se o Palmeiras ganhar, a diferença diminui para seis pontos. E contra o Flamengo também. São dois jogos decisivos", constatou Sérgio, titular palmeirense na derrota por 4 a 3 para o Vitória, no Barradão, a última na campanha do rebaixamento de 2002. Ao longo da trajetória pelo clube do Palestra Itália, conquistou 12 títulos, incluindo a Série B de 2003, a Libertadores de 1999 e o Campeonato Paulista de 1993 - que encerrou um jejum de 17 anos sem o clube ser campeão.

O Palmeiras atualmente está em antepenúltimo lugar do Campeonato Brasileiro, a nove pontos do Bahia, primeiro clube fora da zona de rebaixamento. Os dois times irão se enfrentar às 19h30 (de Brasília) de quarta-feira, em Salvador. Já o confronto com o Flamengo será na 36ª rodada, em 18 de novembro, no Rio de Janeiro.

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Para a comissão técnica, a equipe escapará da zona de rebaixamento se conseguir somar 44 pontos. Sérgio fez outro cálculo. "O caminho é difícil, mas eu acredito, até porque os concorrentes também vão perder. Para conseguir 43 pontos, ainda é possível ganhar um jogo e empatar outro", analisou.

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O ex-goleiro ainda apresentou os motivos que considera preponderantes para a crise do Palmeiras. "O meu diagnóstico é de que a Copa do Brasil foi intensa. Depois da conquista, muitos jogadores foram para o departamento médico porque atuaram no limite, e vários importantíssimos, que poderiam chamar a responsabilidade, não apareceram. É normal relaxar no Brasileirão após o título, mas o elenco não teve reposição de peça e o time demorou muito para acordar", criticou, lembrando que os problemas diretivos também interferiram em campo. "O jogador sente a parte política. Se não tiver muito tempo de clube, fica psicologicamente afetado. Dá para notar isso."

Algumas dificuldades do Palmeiras de hoje são semelhantes àquelas que Sérgio enfrentou há dez anos. "Quando fomos rebaixados em 2002, foram 24 rodadas, sem segundo turno, mas o Brasileiro sempre foi muito difícil. Se você não conseguir pontos no começo, sente falta lá na frente. E basta um ponto de diferença para cair", afirmou.

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"Contra o Náutico, eram praticamente só garotos no Palmeiras. Como você vai falar que vai reagir? Torci, vi que o time tinha condições de ganhar, mas na hora da finalização apareceu a ansiedade. É normal. Na minha época, nesta ânsia de ganhar os jogos, você olhava o companheiro e o via de cabeça baixa", comparou.

Mas Sérgio é esperançoso. "Mesmo sem ser atleta, ainda vivencio este momento do Palmeiras como torcedor. Enquanto existir possibilidade matemática, o time tem que lutar até o fim", encerrou o ídolo palmeirense.

*Com Gazeta

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