Palmeiras evita São Paulo e vai do Nordeste para Araraquara e Bogotá

No fim de semana, alviverde enfrenta o Cruzeiro no interior paulista, depois encara o Millonarios pela Copa Sul-Americana

Gazeta |

Em meio ao risco cada vez maior de rebaixamento, o Palmeiras evitará ao máximo o contato com a torcida. O clube, que já mantém o time treinando no Recife nesta semana, anunciou nesta segunda-feira que, após o jogo diante do Bahia na quarta-feira em Salvador, parte direto para Araraquara, onde enfrenta o Cruzeiro no sábado, e já no domingo embarca para Bogotá, local da partida contra o Millonarios, da Colômbia.

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Sem treinar na capital paulista, o elenco também se mantém focado na equipe, além de ter sua folga restringida. O único período de descanso para os jogadores será na noite seguinte ao duelo contra o Cruzeiro, marcado para as 18h30 (de Brasília) na Arena da Fonte Luminosa. Já no domingo, o grupo se apresenta para ir à Colômbia.

Allan Torres/JCM/FOTOARENA
Palmeiras perdeu do Náutico no fim de semana

Nesta programação, o Palmeiras deve voltar a trabalhar na Academia de Futebol somente no dia 24. Como sua última atividade no centro de treinamento ocorreu no sábado, serão 11 dias sem pisar no local.

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Existe também uma clara preocupação com segurança. Nesse domingo, duas horas antes da derrota para o Náutico nos Aflitos, 25 torcedores membros da principal organizada do Verdão tentaram invadir o hotel em Pernambuco que abriga a equipe. Os jogadores não tiveram contato com os manifestantes, já que o técnico Gilson Kleina e o gerente de futebol César Sampaio trataram de dialogar com eles, mas o elenco ficou assustado.

"Diante da posição que ocupamos na competição e do grau de irritação, estamos tomando cuidado até para a possibilidade de agressão de torcedores. Reforçamos o policiamento para não perdermos ainda mais", disse Sampaio, que usa o status de ídolo do Palmeiras enquanto ainda jogava para pedir calma aos torcedores.

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"Neste momento, não pedimos que os palmeirenses apoiem, mas que entendam que qualquer tipo de violência pode prejudicar ainda mais. A pressão é normal nos grandes clubes, mas não adianta nada esse tipo de violência", falou o dirigente, admitindo a frustração. "Sabemos que os verdadeiros palmeirenses sofrem muito. Depois do jogo, é natural o grau de descontentamento."

Antepenúltimo colocado do Campeonato Brasileiro, o Verdão está a nove pontos do Bahia, primeiro clube fora da zona de rebaixamento. Nas contas da comissão técnica, são necessárias seis vitórias nos oito jogos restantes para evitar a disputa da Série B em 2013.

Na Sul-americana, a situação é bem melhor. Como venceu o primeiro confronto no Pacaembu por 3 a 1, a equipe chegará às quartas de final mesmo se perder do Millonarios na terça-feira, em Bogotá, por até dois gols de diferença, contanto que balance as redes adversárias por mais de uma vez. Mas Gilson Kleina, contratado com a principal missão de evitar o descenso no Brasileiro, deve poupar seus principais jogadores.

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