Equipe perdeu para o Náutico e se mantém distante do primeiro time fora da zona do rebaixamento

O 1 a 0 favor do Náutico neste domingo foi a 18ª derrota do Palmeiras no Brasileiro, ratificando o time como o que mais perdeu neste Brasileiro. Mas Gilson Kleina aponta um lado positivo na atuação de sua equipe, mesmo com a proximidade do rebaixamento. O técnico fala em falta de sorte para explicar as finalizações erradas de seus comandados.

Kieza dribla Thiago Heleno para fazer o gol do Naútico sobre o Palmeiras
Allan Torres/JCM/FOTOARENA
Kieza dribla Thiago Heleno para fazer o gol do Naútico sobre o Palmeiras

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"Mais uma vez, o resultado é ruim, mas merecíamos melhor sorte", apontou o treinador. "Todos falam em fase. Não posso acreditar em azar, mas merecíamos melhor sorte. Mesmo na derrota, vimos um Palmeiras diferente", insistiu, apoiando seu discurso no argumento de que não pôde escalar 11 jogadores no estádio dos Aflitos.

"Não podemos achar que está tudo certo, aceitar a derrota e a situação. Mas, com tantos desfalques, temos que ver o lado bom. Criamos oito chances em um gramado pesado que faz diferença para o Náutico. Com base nos outros jogos que vi deles, o Palmeiras foi a equipe que mais criou aqui, teve atitude, estávamos com o controle do jogo. Mas, quando tomamos o gol, vem tudo na cabeça, o filme de que não vai dar. Isso tem que mudar, e só mudará com trabalho", apontou.

Mais do que o psicológico, o chefe também lamentou a atuação de sua zaga no lance do gol adversário. Um chute de Mazinho em cima da zaga gerou contra-ataque e ninguém cortou o lançamento para Kieza. E Thiago Heleno foi seco, ficando caído no chão ao ser driblado pelo atacante. "Poderíamos ter tomado a bola no primeiro duelo e, diante de um atacante destro, deixamos o drible para dentro para ele", apontou Kleina.

O lance, na visão do técnico, invalidou a atuação palmeirense até então. "Começamos bem, em cima, tiramos a velocidade do Náutico e tínhamos criado quatro chances de gol. Depois do gol, fizemos ainda um jogo igual. Comandávamos ações, íamos à linha de fundo, tivemos mais bola parada, escanteio. Mas não conseguimos tranquilidade. Voltamos bem para o segundo tempo, mas aí começamos a sofrer contra-ataques. A expulsão e a bola na trave foram em contra-ataques, o Náutico se preparou para isso."

A expulsão de Thiago Heleno, aos 18 minutos do segundo tempo, foi só mais um fator de azar que atrapalhou a equipe de Kleina. "Mesmo fora de casa, a equipe competiu, foi organizada, criou chances. Isso passa mais confiança. Com tantos desfalques e dificuldades, tivemos uma postura vencedora. Merecíamos um pouquinho mais de sorte, que vem com trabalho e eficiência", falou o técnico.

Na busca por sorte ou eficiência, o Palmeiras, antepenúltimo colocado e a nove pontos do primeiro clube fora da zona de rebaixamento, precisa, nas contas da comissão técnica, vencer seis dos oito jogos que restam para evitar a disputa da segunda divisão do Brasileiro no ano que vem.

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