Membros de organizada tentaram invadir hotel do Palmeiras durante almoço

Protestantes cobraram rispidamente o técnico, Gilson Kleina, e o gerente de futebol, César Sampaio, duas horas antes da derrota em Recife

iG São Paulo * |

Gazeta Press
Gilson Kleina, técnico do Palmeiras

Antes da derrota para o Náutico , o Palmeiras sofreu forte pressão. Durante o horário de almoço do elenco em Recife, por volta das 14 horas (de Brasília), cerca de 30 torcedores membros de organizadas do clube tentaram invadir o hotel que abriga a delegação e cobraram rispidamente o técnico Gilson Kleina e o gerente de futebol César Sampaio, que se dispuseram a falar com os protestantes.

De acordo com relatos, nenhuma agressão ocorreu porque os seguranças conseguiram manter os jogadores distantes dos torcedores, mas ficou claro que ninguém esperava a presença deles cerca de duas horas antes do jogo nos Aflitos.

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"Fomos pegos de surpresa", admitiu Gilson Kleina. "A cobrança foi ríspida, mas em momento algum houve violência ou uma situação que passasse do diálogo. Eu e o Sampaio conversamos com os torcedores", continuou o treinador, que tinha o ex-volante como único dirigente ao seu lado. Sampaio, inclusive, foi quem mais falou com os torcedores, enquanto Kleina atuou mais como ouvinte.

O presidente Arnaldo Tirone, em meio ao grande risco de rebaixamento, nem viajou com a delegação para Pernambuco, enquanto o vice-presidente Roberto Frizzo, um dos principais alvos dos protestos, já tinha subido ao seu apartamento e não estava mais no saguão do hotel no momento da tentativa de invasão.

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E nem todos os jogadores acompanharam a ação. "Eu já estava no quarto e só ouvi a batucada lá embaixo, com alguns integrantes. Mas isso não influenciou em nada. Não é por isso que vamos deixar de correr e jogar mais. Estamos lutando", assegurou o goleiro Bruno à TV Bandeirantes .

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O clima está cada vez mais quente no Palmeiras, e a comissão técnica e a diretoria optaram por ficar no Nordeste nos próximos dias até em busca de alguma tranquilidade. Na segunda e na terça-feira, o elenco realiza treinamentos - o primeiro deles fechado - na Ilha do Retiro, estádio do Sport, antes de enfrentar o Bahia na quarta-feira, em Salvador.

Em São Paulo, os problemas se acumulam. Na sexta-feira, dia seguinte à derrota para o Coritiba em Araraquara, muros do Palestra Itália foram pichados com a inscrição "vergonha" e, dentro do estádio, conselheiros trocaram cadeiradas em meio a crianças. No sábado, houve protesto que paralisou até um jogo do time sub-15 de futsal, a exposição de uma faixa feita por sócios com a frase "acabou a paz" e um tumulto com troca de socos envolvendo cerca de 50 pessoas dentro do clube teve até revólver encontrado no chão.

*Com Gazeta

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