Sem jogar desde setembro de 2011, ex-goleiro fez juras de amor ao clube em evento de divulgação do projeto do adeus "Amém, Marcos" e promete apoiar o atual elenco

Nem mesmo os preparativos para o jogo de despedida do ídolo Marcos no dia 12 dezembro conseguem fazer o Palmeiras esquecer, ainda que por algumas horas, os riscos de rebaixamento no Campeonato Brasileiro. Sem jogar desde setembro de 2011, o santo fez juras de amor ao clube em evento de divulgação do projeto do adeus "Amém, Marcos" e promete apoiar o atual elenco na reta final da temporada.

"Eu vou lá concentro com o pessoal, converso, ajudei o Gilson Kleina a se ambientar. Os jogadores estão conscientes do que precisam fazer. Agora eu fico de mãos atadas, como o torcedor fica mesmo. Você perde e não pode fazer nada. Em campo, eu podia fazer alguma coisa, dar uma peitada, xingar um jogador, mas fora de campo é bem pior", analisou o ex-goleiro.

Enquanto briga contra a degola na competição nacional, o Palmeiras está nas oitavas de final da Copa Sul-Americana, e com boa vantagem para o jogo de volta contra o Millionarios, na Colômbia. Apesar da chance de outro título na temporada, o ídolo palmeirense pede atenção com o momento delicado no Brasileirão.

"É difícil não priorizar uma competição. De que adianta você ganhar a Sul-americana, se depois for rebaixado no Brasileiro. Já passei por isso, deixa o cara desiludido da vida. Eu viajo com o time, às vezes pra fazer evento, mas na grande maioria, viajo porque quero, porque gosto e porque sou torcedor", revelou.

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Preocupado com os riscos de rebaixamento, Marcos garante que estará ao lado dos jogadores também nos momentos ruins, por não achar justo aparecer ao lado deles apenas nas conquistas, Além disso, o eterno camisa 12 elegeu Marcos Assunção e Hernán Barcos como candidatos à nova canonização no time alviverde.

"Bato um papo mais com o Bruno, com os outros goleiros, Assunção e Valdivia. Na Copa do Brasil, na hora de estourar champagne, eu estava lá, então acho que tenho estar junto também. O Palmeiras continua com São Marcos, Marcos Assunção agora. Quando vi que ele estava com dor no joelho eu falei 'pelo amor de Deus, nem que eu tenha que ir daqui até Araraquara para levar um gelo para ele’. Se não for São Marcos Assunção, que seja São Barcos", destacou.

Mais confiante, o presidente Arnaldo Tirone aposta na história do Palmeiras no futebol para que a equipe consiga se reerguer nesta reta final. "A gente não aceita o rebaixamento. O Palmeiras é um gigante adormecido. É só sacudir que ele acorda. Temos elenco e grandeza. Temos história. Matematicamente, muitos times ainda têm chances de cair. Gastamos os pontos, como quando você gasta dinheiro a mais. Ficamos sem nada e agora precisamos economizar", afirmou o dirigente.

Irritado com as perguntas sobre as chances matemáticas de rebaixamento, o mandatário do Palmeirasdeixou a área de entrevistas em um hotel na Zona de Sul de São Paulo bradando: "Jogar toalha por quê? Eu sou homem de jogar toalha?"

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