100% e 'goleador', técnico explica fase no Palmeiras: 'Jogadores estão querendo'

Sob o comando de Gilson Kleina, Palmeiras venceu seus três jogos, com média de três gols por partida

Francisco De Laurentiis - iG São Paulo |

Gilson Kleina assumiu um Palmeiras abalado pela demissão do técnico Luiz Felipe Scolari, em crise e afundado na zona do rebaixamento do Campeonato Brasileiro . Em menos de duas semanas de trabalho, porém, o treinador conseguiu três vitórias, cada uma delas com três gols feitos - duas no Brasileirão (Figueirense e Ponte Preta) e uma na Copa Sul-Americana (Millonarios). Satisfeito, o comandante aponta a vontade de seus atletas como explicação da melhora repentina.

Gilson Kleina vai salvar o Palmeiras do rebaixamento no Brasileirão? Opine!

"Essa sequência positiva passa muito mais por talento e qualidade, e também porque os jogadores estão querendo. O verbo é 'querer', sempre, até o final", disse o treinador, após seu último sucesso: a vitória por 3 a 1 sobre o Millonarios, da Colômbia, pelas oitavas da Copa Sul-Americana , terça-feira, no Pacaembu.

Com a evolução sob o comando do novo chefe, o time tem chance de sair da zona de rebaixamento já na próxima rodada, caso Coritiba e Sport tropecem e o time alviverde vença o São Paulo no Morumbi, e deu grande passo para ir às quartas de final da Sul-Americana, pois pode perder por um gol de diferença na Colômbia para avançar na competição continental. Evolução que o técnico insiste em atribuir aos seus comandados.

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Francisco De Laurentiis
Gilson Kleina: três jogos, três vitórias

"O segredo é o fruto do trabalho. Os jogadores entenderam que podemos jogar. A atitude de acreditarem que podemos desenvolver com talento no campo adversário deixa tudo mais fácil", apontou.

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Kleina, contudo, evita críticas ao antecessor Felipão - ao se apresentar, o técnico admitiu que só foi contratado porque a equipe luta contra o rebaixamento. Mas a postura mais ofensiva, com marcação no campo adversário e gols antes dos 15 minutos do primeiro tempo, deixa claro que o Palmeiras, agora, é outro: "Não faço nenhuma analogia de trás para cá. Sempre enalteci a qualidade de quem estava aqui. Mas hoje valorizamos mais a posse de bola, tentamos ser mais agressivos no campo adversário, elevamos a marcação um pouco mais", afirmou.

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O chefe, entretanto, faz seguidos alertas de que a meta ainda está longe de estar atingida - o Palmeiras segue na antepenúltima colocação do Brasileiro. "Vou continuar sempre com os pés no chão. A euforia não pode acontecer porque estamos pensando jogo a jogo. Temos que comemorar em dezembro", projetou.

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