Time recebeu punição do STJD e terá que jogar os próximos quatro jogos como mandante a pelo menos 100 km de distância de São Paulo

Gilson Kleina, técnico do Palmeiras
Gazeta Press
Gilson Kleina, técnico do Palmeiras

Está marcada para esta segunda-feira uma reunião para definir onde o Palmeiras atuará no Campeonato Brasileiro nos quatro jogos em que está impedido de ser mandante a menos de 100 km da capital paulista. O técnico Gilson Kleina pede para que seja escolhida só uma cidade como nova casa do time.

"Prefiro que nossos jogos sejam centralizados em uma praça só: Araraquara ou Ribeirão Preto. É melhor para se definir um planejamento, sabermos a dimensão do gramado e prepararmos o nosso time", disse o treinador no programa Mesa Redonda , da TV Gazeta, neste domingo.

O técnico deixa clara sua preferência por Araraquara. "Perdemos dez mandos de campo com a Ponte Preta no ano passado e jogamos lá. Pelo que vivenciei, há infraestrutura para receber o Palmeiras e um gramado impecável", enalteceu, ciente, porém, que a decisão não será apenas técnica. "Já existe um contato das prefeituras com a direção, não sei se podemos ser subsidiados. Logicamente, isso não foi passado para mim."

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O mais provável, porém, é que a diretoria ouça o treinador como mais uma medida para evitar o rebaixamento. Uma comitiva do clube já esteve em Araraquara para fazer um relatório das condições da Fonte Luminosa, estádio da cidade localizada a 270 km de São Paulo. Outra opção é Ribeirão Preto, 313 km distante da capital e que também teve o estádio Santa Cruz visitado por membros da comissão técnica do Palmeiras.

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A favorita é Araraquara, que já deve receber o duelo contra o Coritiba no dia 11 - o Palmeiras ainda mandará fora da capital os duelos diante de Cruzeiro (em 20/10), Botafogo (4/11) e Fluminense (11/11). Independentemente da nova ‘casa’ do time, o pedido é que não se repita a revolta com depredação do Pacaembu e objetos atirados ao campo como na derrota do dia 16 - os atos geraram a punição imposta pelo STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva).

O ambiente dos quase 30 mil pagantes na vitória sobre a Ponte Preta no sábado, no Pacaembu, foi animador. "Essa energia da equipe jogando com intensidade passou pelo apoio da torcida. Jogando com essa massa a favor, os jogadores vão adquirindo uma ferramenta que, nesse ritmo final de campeonato, vai ser muito importante: a confiança", previu Kleina.

A aposta é por estádios lotados mesmo no interior. "Tenho certeza de que a torcida vai lotar ônibus e viajar para onde o Palmeiras for", projetou Valdivia. "Vai ser uma perda sairmos do Pacaembu, mas neste momento vou fazer um apelo para a torcida: faça do entretenimento uma viagem", convocou Kleina.

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