Diante de 35 "espiões", Kleina pede Palmeiras paciente contra a Ponte Preta

"Eles também sabem das minhas jogadas, dos posicionamentos. Não vai ser um jogo que vou querer surpreender eles", disse o treinador sobre o rival deste sábado

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Durante a semana de preparação para o jogo deste sábado contra a Ponte Preta , o técnico do Palmeiras, Gilson Kleina, foi tratado como "espião", já que deixou a equipe de Campinas há pouco mais de uma semana. A possibilidade de tirar vantagem dos segredos que sabe do rival, porém, não anima o treinador, que também tem truques conhecidos pela equipe campineira.

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"Sei as características de cada jogador, mas agora é um sistema de jogo diferenciado, só na hora do jogo para saber. Falam que eu sou espião, mas então lá ficaram 35 espiões em cima de mim. Eles também sabem das minhas jogadas, dos posicionamentos. Não vai ser um jogo que vou querer surpreender eles", disse.

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Gilson Kleina, novo técnico do Palmeiras

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O principal motivo pelo qual Kleina minimiza sua influência na Ponte Preta é exatamente a chegada de seu substituto, Guto Ferreira, que debuta às 21 horas (de Brasília), no Pacaembu, diante do Palmeiras. "Eles têm outro comandante, então ele pode, com todo direito, fazer mudanças, trabalhar em um sistema diferente", explicou.

Independente dos jogadores que Guto escolher para entrar em campo, o atual treinador do Palmeiras constatou a necessidade de ter paciência contra os ponte-pretanos. "A Ponte está preparada para retomar na perda de bola de forma muito forte, trabalhamos muito isso. Vamos ter que ter paciência, porque se desorganizar eles vão estar preparados. Fizemos grandes jogos no Pacaembu por isso", avisou.

Antes de acertar com o clube alviverde, Kleina comandava uma equipe em boa fase: 11º lugar, com 34 pontos. Ao constatarem que perderam seu treinador para o atual antepenúltimo colocado, os dirigentes da Macaca alegaram entender a decisão do treinador, de assumir o atual campeão da Copa do Brasil. A bronca ficou pela forma como o Palmeiras tratou o acerto, sem consultá-los antes.

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Alheio às desavenças entre as diretorias, o técnico é apenas gratidão ao seu ex-clube. Sem considerar que existe mágoa, pela forma como ele agiu durante as negociações, Kleina já pensa em conseguir o mesmo sucesso obtido em Campinas pelo clube em que estreou com vitória, diante do Figueirense, no Orlando Scarpelli.

"A Ponte está consolidada. Foram 115 jogos cumprindo todas as metas. Quero fazer isso no Palmeiras agora. Este clube é o último campeão nacional. Vamos resgatar isso, aquela vontade de vencer. A grandeza do Palmeiras tem que estar habituada com vitórias. A Ponte sempre terá meu respeito, espero que lá seja da mesma maneira. Agora só quero deixar o Palmeiras forte de novo", acrescentou.

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