Gilson Kleina confirma que João Vitor pediu para deixar o Palmeiras

"Não conversei com o garoto, não sei os horários em que ele está treinando. Até procurei, mas não descobri, então fica difícil", revelou o treinador

Gazeta |

A situação de João Vitor dentro do Palmeiras ainda não está bem definida. Diante da falha no clássico com o Corinthians, o jogador alegou uma lesão no pé direito, que o impossibilitaria de continuar atuando. Depois de ter sido anunciado o pedido de afastamento dele, por conta das ameaças que sofreu, o camisa 16 rechaçou a possibilidade e disse que iria tentar acelerar sua recuperação para voltar ao time.

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Gilson Kleina , porém, não tem a mesma informação. Contratado na última semana, o treinador chegou ao clube após o encontro contra o arquirrival e seguiu direto Itú, onde o elenco estava concentrado - João Vitor, por causa da contusão, ficou na capital paulista. Desde então, o novo comandante não teve contato com o atleta, mas soube de sua solicitação junto à diretoria para não ser mais utilizado.

Francisco De Laurentiis
João Vítor não está feliz no Palmeiras

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"Vou ser bem franco. Ainda não fui apresentado ao João Vitor. Quando eu estava em Itu com o elenco, foi falado que ele estava com uma fissura no pé. Nesta semana soube que ele pediu o desligamento, por ter sido ameaçado. Não conversei com o garoto, não sei os horários em que ele está treinando. Até procurei, mas não descobri, então fica difícil", explicou Kleina.

Logo depois, o treinador reafirmou que o jogador está com uma lesão, porém negou seu afastamento. Titular no meio-campo montado pelo antecessor de Kleina, Luiz Felipe Scolari, o camisa 16 já teve problemas com torcedores do Palmeiras na temporada passada. Na loja oficial do clube, ao lado do Palestra Itália, ele foi agredido por membros da torcida organizada do time. O incidente gerou o racha do atacante Kleber, que defendeu o companheiro, e Scolari, que se acertou com João Vitor, mas liberou o Gladiador para o Grêmio.

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No seu currículo pelo time paulista, o volante que foi contratado na temporada passada, e tem vínculo até o final do ano, conquistou a Copa do Brasil-2012, mas ficou marcado pelo pênalti que desperdiçou na semifinal do Paulista-2011, na eliminação diante do arquirrival Corinthians. Já no final da trajetória de Felipão, chegou a um treino, fechado para imprensa, com "hálito de cachaça", em um dos incidentes que iniciou a caça ao dedo-duro de dentro do clube.

Com Narciso de técnico interino, ele foi escolhido para começar o Derby. Porém, a perda de bola no lance que resultou o segundo gol alvinegro gerou a irritação de muitos, que voltaram a pressionar o atleta. Sem ele, Kleina montou o meio-campo do Palmeiras, visando a partida de sábado, contra a Ponte Preta, com Henrique, Márcio Araújo, Marcos Assunção e Valdivia.

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