Blatter descarta árbitros auxiliares na linha de fundo durante Copa 2014

Segundo dirigente, o sistema não foi adotado nas eliminatórias e por isso seria incoerente usá-lo na fase final da competição

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Presidente da Fifa, Blatter é defensor da tecnologia na linha dos gols

Dificilmente haverá árbitros auxiliares na linha de fundo durante os jogos da Copa do Mundo de 2014 no Brasil, apesar do aparente sucesso do sistema na Eurocopa 2012, disse na sexta-feira o presidente da Fifa, Joseph Blatter. Segundo o dirigente, o sistema não foi adotado nas eliminatórias e por isso seria incoerente usá-lo na fase final da competição.

Blatter falou também que o uso de auxiliares adicionais é caro demais para a maioria dos campeonatos nacionais. Sua adoção é defendida pelo presidente da Uefa, Michel Platini, contrário a tecnologias que avisem quando a bola entrou no gol.

"No mundo todo, o sistema de eliminatórias é feito com o conservador sistema de um árbitro, dois árbitros assistentes e um quarto árbitro", disse Blatter a jornalistas.

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"Não vou dizer que essa é a decisão final antes da Copa do Mundo, mas, se você tiver um sistema que funcionou para as eliminatórias, então deveria ter o mesmo sistema na final. Não há muitas federações no mundo do futebol que possam arcar com tantos árbitros, mesmo em ligas profissionais", comentou o dirigente.

O presidente da Fifa afirmou ainda que os auxiliares da linha de fundo precisam ter "a mesma qualidade" que o árbitro principal. A Uefa usa o sistema de cinco árbitros na Liga dos Campeões e na Liga Europa. A Itália também o adota na sua Série A.

A principal tarefa do árbitro de linha de fundo é ver se a bola entrou no gol, mas a Uefa argumenta que esse auxiliar também contribui para reduzir o empurra-empurra na grande área e para inibir jogadores que cavam pênaltis.

Blatter, que é grande defensor da tecnologia da linha de gol, cujo uso a Fifa já confirmou para a Copa de 2014, disse também que a entidade cogita o uso do spray - já amplamente adotado na América do Sul - que marca o local onde a barreira pode ficar em cobranças de falta. O dirigente explicou que a ideia pode ser testada em dezembro, no Mundial de Clubes do Japão.

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