Por questões de segurança, presidente e vice do clube não acompanharam a delegação na viagem a Santa Catarina para jogo contra o Figueirense

Arnaldo Tirone e Roberto Frizzo, presidente e vice do Palmeiras
Francisco De Laurentiis
Arnaldo Tirone e Roberto Frizzo, presidente e vice do Palmeiras

Em meio à briga contra o rebaixamento, só os líderes do elenco do Palmeiras têm se pronunciado e repetido seguidamente sentir vergonha pela situação do time. E, atualmente, estão desamparados de apoio mais próximo do presidente Arnaldo Tirone e do vice-presidente Roberto Frizzo, que nem acompanharam a delegação na viagem a Santa Catarina para enfrentar e vencer o Figueirense no último sábado. Diante da situação, o elenco se isolou dos dirigentes para evitar a queda no Brasileirão

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"O barco é nosso. Se ganhamos ou perdemos, foram todos, não tem essa de abandonar o barco", discursou Henrique. "Indiferentemente da situação, estamos todos unidos. Se um ou outro não quer, vários estão querendo", prosseguiu o defensor.

O afastamento de Tirone e Frizzo ocorre mais por medidas de segurança e, por enquanto, tem se restringido a jogos, já que ambos acompanharam os primeiros trabalhos de Gilson Kleina em Itu, na semana passada, e o presidente esteve na Academia de Futebol nesta semana. A distância, contudo, é bem maior do que antes.

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Os dois quase foram agredidos no dia 16, na derrota para o Corinthians, tanto nos camarotes do Pacaembu quanto na lanchonete Frevo, nos Jardins, que pertence a Frizzo e foi depredada após o clássico - o incidente fez com que Frizzo seja cada vez mais pressionado a deixar o futebol para o terceiro vice-presidente do clube, Mário Giannini.

Independentemente do que ocorra na diretoria, Henrique, falando em nome do elenco, quer se manter afastado. "Isso não é problema meu. O nosso problema é dentro de campo e já é bem grande para ser resolvido e ganharmos os jogos. Eles que se resolvam e se entendam", afirmou o camisa 3.

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No momento, o dirigente mais ligado ao elenco é o gerente de futebol César Sampaio - foi o único membro da diretoria na delegação em Florianópolis e acompanha diariamente os treinos do gramado. Como amparo, os jogadores contam também com uma comissão técnica mais numerosa, já que Gilson Kleina trouxe dois auxiliares e ainda efetivou Narciso como assistente até o fim do ano, além de ter dado liberdade ao ex-goleiro Marcos para ajudar como quiser.

Assim, a esperança é que sejam minimizados os efeitos da ainda péssima campanha no Brasileiro - faltando 12 jogos, o Verdão é o time que mais perdeu no torneio e ocupa o antepenúltimo lugar, a cinco pontos da saída da zona de rebaixamento. "É difícil, vivemos uma situação complicada e até vergonhosa. É complicado para a nossa família, para o torcedor... Todos estão bastante envergonhados", constatou Henrique.

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Com ou sem os principais dirigentes ao lado, a solução é empenho em campo. "Em um momento como esse, precisamos nos concentrar todos pensando no objetivo de sair da zona de rebaixamento. Se cada um doar um pouco, conseguiremos. Todos têm paixão pelo futebol, então vamos dar um pouquinho mais de nós", solicitou Henrique.

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