Muricy se irrita e rebate pergunta sobre treinos táticos no Santos

Jornalista perguntou sobre a ausência de trabalhos táticos com o elenco santista e ouviu do treinador que ele "não via o treino porque estava na rua"

Gazeta |

Após ver o Santos ser derrotado pela Portuguesa, por 3 a 1, na noite deste sábado, no Pacaembu, o técnico Muricy Ramalho não estava no seu melhor humor, durante a entrevista coletiva concedida ao fim da partida. Nos vestiários, uma pergunta deixou o treinador visivelmente irritado. Ao ser indagado sobre a ausência de treinos táticos na equipe, Muricy rebateu com a veemência a questão levantada por um jornalista.

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"Realmente você não vê (atividade tática) porque você está lá fora, na rua. Além disso, mesmo se você assistir (ao treinamento) não vai entender muito", disparou Muricy, que mandou a campo a 24ª formação diferente em 26 rodadas do Campeonato Brasileiro.

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Muricy não gostou de ser acusado de não fazer treinos táticos

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O comandante santista, que geralmente aponta o excesso de jogos como razão para evitar treinos mais pesados para os atletas, teve a semana livre de compromissos, com espaço para realizar treinos coletivos.

Muricy Ramalho ainda rebateu o repórter alegando que foi feito uma atividade de posicionamento, na manhã de sexta-feira, na véspera do duelo com a Lusa. "Fizemos por volta das 9h30 um trabalho tático. Só que, por mais que a gente insista, a falta de entrosamento é grande. Estamos sendo obrigados a mudar demais a equipe", ponderou.

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Incomodado, o técnico seguiu no mesmo tema e explicou que, para não permitir aos seus adversários conhecerem o que ele pretende levar a campo, por vezes opta por não deixar a imprensa acompanhar certos treinamentos.

"Quando é posicionamento vocês não podem ver. Se fazemos trabalho tático, vocês não podem estar presentes, porque tem de ser assim. Geralmente (os treinos) são fechados para fazermos algo diferente em jogadas de bola parada e outros detalhes", complementou.

Nos treinos abertos para os jornalistas, Muricy normalmente orienta trabalhos técnicos, como treinamento de dois toques ou atividades de ataque contra a defesa, além dos populares rachões. Coletivos envolvendo reservas e jogadores das categorias de base do clube também são práticas comuns no dia-a-dia do CT Rei Pelé.

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