“Não sou hipócrita. É óbvio que a seleção não está rendendo”, diz Andrés

Apesar das palavras fortes, o diretor da CBF defendeu a permanência de Mano Menezes no comando da seleção

João Pontes - iG São Paulo |

Getty Images
Sanchez está na CBF desde dezembro de 2011

Sem papas na língua, Andrés Sanchez admitiu que a seleção brasileira precisa apresentar um futebol mais convincente. Na última quinta-feira, em descontraída palestra para estudantes do Mackenzie, em São Paulo, o diretor de seleções da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) fez coro às reclamações da torcida.

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“Não sou hipócrita e mentiroso. É óbvio que a seleção brasileira não está rendendo aquilo que eu e todo torcedor brasileiro quer. Mas é uma situação muito difícil. Era para o Júlio César, Kaká, Ronaldinho e Robinho estarem comandando esse time. É a primeira vez na história que a seleção perdeu toda uma geração de jogadores experientes”, argumentou.

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Apesar da reclamação, o ex-presidente do Corinthians defendeu a permanência do técnico Mano Menezes no comando da seleção brasileira. “Todo mundo sabe que a seleção brasileira precisa melhor. O Mano sabe disso. Porém, mudar o treinador é trocar seis por meia dúzia”, explicou.

Indagado sobre a pressão popular para a troca do treinador, Andrés Sanchez lembrou que muitos técnicos importantes na história da seleção foram contestados pela torcida. 

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“Quando o Felipão estava na seleção brasileira, quase tombaram o carro dele antes da Copa de 2002. O Parreira (antes da Copa de 1994) foi xingado e levou ovada da torcida . Isso, infelizmente, faz parte da cultura brasileira”, disse Sanchez.

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