Kleina proíbe desespero e "mão na cintura" para recuperar Palmeiras

Novo treinador quer calma para sair da crise, mas disse que cobra entrega e determinação dos jogadores

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Em Itu, Kleina comanda seu primeiro treino do Palmeiras

Em seu primeiro treino no Palmeiras , Gilson Kleina admitiu que até errou os nomes de alguns jogadores. Mas, mesmo quem foi chamado de forma equivocada, deve ter entendido a filosofia do técnico contratado para evitar o rebaixamento do time. O substituto de Luiz Felipe Scolari exige calma para não deixar a tensão atrapalhar, mas, ao mesmo tempo, cobra que a busca pelo objetivo ocorra com empenho.

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"Se acharmos que vamos resolver o jogo a qualquer momento, que um tem que correr pelo outro ou colocarmos a mão na cintura para o outro resolver, estamos fadados ao fracasso", discursou o treinador, usando a frase ao comentar as críticas a Valdivia, que é dúvida para sua estreia, neste sábado, em confronto direto contra o rebaixamento diante do Figueirense, em Santa Catarina.

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"Mas não falo só do Valdivia, isso serve para todos os jogadores. Cobro entrega. Trabalho de uma forma na qual o jogador precisa ter alma, reação e determinação. Se tivermos disposição, estamos 50% encaminhados para a vitória. Se tiver que simplificar, jogar feio, dar bico na bola, colocar a cabeça para tomar um ponto, esse é o momento", instigou Kleina.

A ideia é conter desde já qualquer tipo de desequilíbrio emocional, como o de Luan, expulso aos 25 minutos da derrota para o Corinthians no domingo. "A palavra desesperado é forte. Se entrarmos com esse intuito, a chance de erro é muito grande. Temos que nos mobilizar para entrarmos correndo por um objetivo, com foco. Não adianta bater o destempero, todo o desequilíbrio é contra nós", disse o novo chefe.

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A impressão de nervosismo ficou clara para Kleina em sua primeira atividade com o atual penúltimo colocado do Brasileiro, a oito pontos da saída da zona de rebaixamento. "Vi muita ansiedade e uma transição um pouco mais acelerada. Há momentos em que é melhor fazer uma opção mais segura, não tentar o drible ou o chute. É necessário ter ousadia, mas no trabalho prático falei para simplificar", explicou.

Sua dedicação especial no coletivo foi com atletas claramente influenciados pelo momento da equipe. Juninho, que deixou de atuar como na conquista da Copa do Brasil em meio ao risco de o Palmeiras cair para a segunda divisão, ouviu seguidos incentivos do treinador, mesmo quando falhava.

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"O futebol é um jogo de erros. No momento em que estamos, vai ser difícil incentivar se só for enaltecido o defeito a cada vez que houver o erro. Se acertou dez e errou uma, pode levantar a cabeça. Procuro fazer o atleta ter, de novo, confiança na jogada", justificou, insistindo no pedido por calma. "Futebol precisa ter início, meio e fim. De que jeito vamos vencer? Só na pressão, achando que tem que fazer gol?! Futebol não se faz de qualquer maneira."

Com perfil tranquilo em seu primeiro treino, o técnico avisa que pode mudar de acordo com a reação dos comandados. "Com choque ou carinho, temos que reagir. Se for o momento de uma chamada mais ríspida, a faremos. O foco é um objetivo só: vitória e recuperação do Palmeiras para sair da zona de rebaixamento. É necessário levantar a cabeça, olhar para frente e trabalhar da melhor forma possível", definiu.

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