Publicidade
Publicidade - Super banner
Futebol
enhanced by Google

Premiado, diretor do Flu espera reação, mas diz que política atrapalha Palmeiras

Vencedor do prêmio de melhor diretor-executivo do Brasil, Rodrigo Caetano diz que time paulista deve profissionalizar sua diretoria

Francisco De Laurentiis - iG São Paulo |

Photocamera
Rodrigo Caetano foi eleito o melhor diretor-executivo do Brasil

Apontado como responsável direto pelas boas fases vividas por Vasco e Fluminense nos últimos anos, o diretor-executivo Rodrigo Caetano, do Flu, ganhou mais um prêmio na carreira. Na última segunda-feira, o dirigente foi à Nova Arena, futuro estádio do Palmeiras , e foi condecorado como melhor diretor-executivo do Brasil, segundo votação organizada pela Pluri Consultoria e pela Trevisan, Escola de Negócios. Conhecido por separar a vida política do departamento profissional de futebol dos clubes, Caetano aproveitou a visita ao Palestra Itália para aconselhar o Palmeiras, que está na zona do rebaixamento do Brasileirão e vive mais um conturbado momento político, até mesmo com tentativas de agressão de torcedores a membros da diretoria.

Palmeiras vai sair da crise? Deixe seu comentário

“Não quero ter a pretensão de dizer onde foi que o Palmeiras errou, onde se descuidou. Prefiro acreditar que o time vai conseguir a retomada e permanecer na primeira divisão ano que vem. Afinal, vai disputar a Libertadores e é um dos gigantes do futebol brasileiro. O que observo de fora, porém, é a forma como a política do clube interfere no dia a dia do futebol. Não adianta nada ter o melhor técnico, o melhor gestor, o melhor elenco, se os papéis não ficarem bem definidos, se ninguém souber quem faz o que na estrutura do clube. Se for bagunçado, aí as coisas se complicam muito, independente de você ter um elenco de qualidade ou não. E pelo tanto que a mídia fala no assunto no Palmeiras, veja que essa política conturbada não trás nenhum benefício”, opina.

Leia também:  Diretor admite Flu favorito no Brasileirão e já trama renovação de Abel Braga

Para Rodrigo Caetano, o time alviverde deve profissionalizar seus bastidores, que atualmente contam com dirigentes não-remunerados e eleitos pelo conselho do clube. “Temos que quebrar paradigmas. Os clubes brasileiros foram geridos por décadas apenas por dirigentes estatutários, mas hoje entramos em um caminho sem volta de profissionalização na estrutura dos clubes. No Fluminense, muito se falava que os problemas entre diretoria, Unimed (patrocinadora) e jogadores atrapalhava a harmonia do clube, principalmente a questão dos pagamentos. Mas se você definir bem os papeis, tudo se acerta. Nós arrumamos o Flu definindo bem os papéis de patrocinador, diretoria e presidência, visando uma gestão única e de retorno para ambos. Isso aconteceu de forma silenciosa, mas com grande sucesso”, conta.

Gazeta Press
Rodrigo Caetano comandou o Vasco e viu o time ser campeão da Copa do Brasil e vice do Brasileirão

Antes de chegar ao Fluminense, no começo do ano, Caetano passou dois anos no Vasco (2009 a 2011), pegando um time combalido e na Série B e transformando em campeão da Copa do Brasil e vice-campeão brasileiro no período. O dirigente diz que, após o Palmeiras conquistar a Copa do Brasil, em julho, era esperado que ganhasse confiança para continuar a temporada de maneira sólida, e não ficasse na zona do rebaixamento, com a confiança abalada e sem treinador.

“O Palmeiras deveria ter tomado o exemplo do Vasco em 2011. Foi campeão da Copa do Brasil, mas também lutou até o final pelo título do Campeonato Brasileiro, ficando a uma distância mínima do Corinthians, além de ter sido semifinalista da Copa Sul-Americana, perdendo apenas para a campeã Universida de Chile, que vivia grande fase. É um case de sucesso e queria que o Palmeiras tivesse seguido isso, pelo tamanho de sua torcida e pelo gigante que é”, comenta.

Entre para a torcida virtual do Fluminense e convide seus amigos:

Leia tudo sobre: FluminensePalmeirasRodrigo CaetanoBrasileirão 2012

Notícias Relacionadas


    Mais destaques

    Destaques da home iG