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Com protestos e risco de queda, Tirone pode abrir mão de reeleição no Palmeiras

"Minha preocupação agora é esquecer esse negócio de eleição, e todos que pensam no bem do Palmeiras não pensam nisso. O Palmeiras é algo muito maior", disse o presidente

iG São Paulo |

Na última sexta-feira, dia seguinte à saída de Luiz Felipe Scolari , Arnaldo Tirone até abriu um sorriso durante entrevista coletiva na Academia de Futebol quando foi questionado se ficaria difícil ser reeleito nas eleições em janeiro caso o Palmeiras seja rebaixado. Agora, porém, a reação é outra. Diante de protestos até violentos da torcida e um risco maior de o clube jogar a segunda divisão, sua presença no pleito está cada vez mais descartada.

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Há quatro dias, o presidente só disse que "ficaria muito difícil" se manter no cargo caso o time não se garanta na Série A do Brasileiro de 2013. a campanha na liga nacional e mais um pedido de demissão de Felipão, enfim aceito na semana passada, minaram o trabalho do dirigente em garantir mais votos usando a conquista da Copa do Brasil há dois meses como principal arma.

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Bastante cobrado pela torcida do Palmeiras, Tirone não deve se reeleger no comando do clube

Com o time em penúltimo lugar, já discursou minimizando as eleições. "Não estou preocupado com a reeleição. Já sou presidente do Palmeiras e faltam quatro meses. Minha preocupação agora é esquecer esse negócio de eleição, e todos que pensam no bem do Palmeiras não pensam nisso. O Palmeiras é algo muito maior. Os homens passam, mas o Palmeiras vai continuar", disse na sexta-feira.

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Quando pensa em eleição, Tirone, segundo conselheiros, sente temor. Bem diferente do que ocorria há menos de um mês. Ciente do período eleitoral que passa a tomar conta do clube, o presidente aproveitou a festa de aniversário do Palmeiras para se aproximar de todas as alas presentes. Poucos apostavam em um fracasso na sua intenção de se reeleger.

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Já havia, contudo, uma pressão do grupo de Roberto Frizzo para que o vice-presidente cobrasse Tirone para cumprir a promessa feita na eleição de janeiro de 2011: em 2013, seria a vez de Frizzo se candidatar à presidência. O próprio Frizzo, com dificuldades, tentava acalmar seus apoiadores, confiando naquele momento na força do Tirone campeão da Copa do Brasil para se manter no departamento de futebol.

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Hoje, porém, o nome de Frizzo se enfraqueceu. Seus aliados discutem outros possíveis candidatos que consigam mais votos em meio à crise do time. Nesse domingo, no Pacaembu, durante a derrota para o Corinthians, o vice-presidente percebeu a reprovação que vem tendo ao ver conselheiros apontando o dedo na sua cara e proferindo palavrões enquanto ele passava das numeradas cobertas a um camarote por questões de segurança no intervalo do clássico.

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O domingo também foi emblemático para Tirone. O dirigente caminhou com fisionomia de espanto entre seguranças das tribunas do Pacaembu ao vestiário da equipe depois da derrota para o Corinthians - minutos antes, torcedores pularam grades e quebraram proteções de acrílico na tentativa de agredi-lo.

Ao sair do estádio, o presidente, acompanhado por Frizzo, foi à lanchonete Frevo, de propriedade do vice-presidente, na rua Oscar Freire. E estava presente no local quando vândalos depredaram o local - os relatos são de que os dois dirigentes ficaram embaixo de uma mesa e, como não foram reconhecidos, escaparam mais uma vez de agressões.

O cenário violento fez Tirone evitar a presença no seminário "O Futuro dos Clubes Brasileiros" nessa segunda-feira. O presidente estava escalado para abrir o evento sediado na Arena Palestra. Há algumas semanas, era uma ocasião perfeita para provar sua força.

Mas não pôde nem aparecer, deixando a solenidade para o segundo vice-presidente Edvaldo Frasson - Frizzo também não foi - e o quatro vice-presidente Walter Munhoz ficou incumbido de dar entrevistas. Dois meses após voltar de Curitiba com a taça da Copa do Brasil, Tirone teme que esteja vivendo seus últimos meses como presidente do Palmeiras.

*Com Gazeta

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