Gil, que se destacou pelo Cruzeiro e atualmente está no Valenciennes, ficou bem perto de ser contratado pelo time paulista e revela apelido no começo da carreira: "Baloy"

O Corinthians contratou o veterano Anderson Polga para sequência do Campeonato Brasileiro e para disputa do Mundial de Clubes, em dezembro. Entretanto, o novo reforço da equipe paulista poderia ter sido o zagueiro Gil, que se destacou no Brasil vestindo as cores de Atlético-GO e Cruzeiro e atualmente defende o Valenciennes , da França. E quase foi.

Gil, zagueiro do Valenciennes
Divulgação
Gil, zagueiro do Valenciennes

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Em entrevista exclusiva para o iG , o defensor revelou que aconteceram dois contatos do Corinthians com o seu clube, mas as propostas foram negadas. "O contato ocorreu assim que cheguei na França. Eu não estava feliz aqui, não estava adaptado e eu disse para o meu empresário que queria ir de qualquer jeito, mas o presidente não liberou", disse Gil.

"Depois ainda teve outro contato. No primeiro era por empréstimo, mas nesse segundo o Corinthians iria pagar para me contratar em definitivo. Fiquei super animado, mas não aconteceu", completou o zagueiro.

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Gil chegou ao Valenciennes em agosto de 2011, mas, no começo, não se sentiu muito à vontade na nova casa. "Quando eu cheguei com a minha família, a gente se sentiu abandonado, não sabia falar a língua, tenho um filho, a gente ficou num quarto de hotel por dois meses. Minha esposa estava triste. Mas depois conversei com o clube e colocamos as coisas no lugar", contou o jogador, que ainda não se sente 100% adaptado.

"Estou me adaptando ainda. Quando cheguei aqui, com três dias de treino fui jogar e senti bastante. Mas aos poucos fui me acostumando, está tudo se ajeitando agora", disse Gil.

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Mesmo sendo o único brasileiro do elenco, o atleta admite que a boa receptividade dos outros jogadores foi importante para que pudesse jogar e viver com tranqulidade. "O pessoal aqui é bem família. Os jogadores me tratam super bem, todos conversam comigo. Entendo bastante coisa em francês, mas não falo muiito. Tem um colombiano aqui que fala português também, dá para se comunicar".

Gil em ação contra o Lyon pelo Francês
Getty Images
Gil em ação contra o Lyon pelo Francês

O Valenciennes ainda vai encarar o Paris Saint-Germain pelo Francês. Por isso, Gil já projeta como será o encontro com Ibrahimovic. "É dificil, é um jogador que dispensa comentários. A gente já fica imaginando como vai ser difícil, mas temos um trabalho direito aqui no clube e vamos colocar em prática".

Se por um lado Gil não sabe como será o duelo contra Ibra, por outro ele já elegeu quem foram os atacantes mais difíceis que marcou na sua carreira. "Aqui na França foi o Giroud, do Montpellier, e que agora está no Arsenal. Ele é dificil de ser marcado, foi até artilheiro. No Brasil foram Vágner Love e Fred".

Com 1,90 m de altura e boa técnica, Gil disse que se espelhou em Thiago Silva para se tornar um grande zagueiro. Porém, seu apelido no início da carrira, ainda quando defendia o Americano de Campos, do Rio de Janeiro, era Baloy, nome do defensor panamenho que atuou no Grêmio entre 2003 e 2004.

"Os caras lá falavam que eu era parecido com o Baloy. E o pior é que o apelido pegou. Quando eu estava no Cruzeiro, o Claudio Caçapa (zagueiro) descobriu e me chamava assim só. Aí o Fabinho (volante) começou a chamar também", completou o sorridente Gil.

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