Grupo DIS bloqueia 20% das receitas do Santos por venda de Wesley
Clube paulista não teria repassado 25% dos R$22 milhões arrecadados com a venda do volante do Santos para o Werder Bremen, da Alemanha
Em meio ao imbróglio envolvendo a possível saída do meia Paulo Henrique Ganso do Santos, o grupo DIS e a diretoria do clube travam mais uma batalha nos bastidores do futebol. E, desta vez, o investidor saiu ganhando. O DIS conseguiu uma vitória na justiça e bloqueou 20% das receitas do time paulista, para cobrar uma dívida referente a uma porcentagem que a empresa teria direito na venda do meia Wesley, atualmente no Palmeiras, para o Werder Bremen (Alemanha), em 2010.
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Na época, a transação foi fechada por 10 milhões de euros (R$ 22 milhões) e o grupo DIS tinha direito a 25% do montante arrecadado, por ter participação nos direitos econômicos do atleta. A cúpula santista não repassou esse valor pretendido pelo investidor e o caso foi parar na justiça.
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Em um primeiro momento, a empresa havia conseguido uma vitória parcial, só que os alvinegros obtiveram uma suspensão da decisão. Porém, com a nova decisão favorável ao DIS, publicada no Diário Oficial de São Paulo, nesta segunda-feira, o grupo investidor conseguiu a penhora de parte das receitas do clube. Entretanto, antes do cumprimento da decisão judicial, alguns trâmites precisam ser formalizados e, por isso, nada foi bloqueado nas contas do Santos.
A empresa não poderá usufruir dessa quantia (cerca de R$ 5 milhões), provenientes de patrocínios e cotas de TV, até que o processo seja finalizado. A quantia é apenas uma garantia e ficará depositada em juízo.
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O Peixe já tem conhecimento dessa informação e elabora sua defesa, trabalhando em duas frentes. A primeira é um efeito suspensivo no Tribunal de Justiça. A outra é ingressar com um recurso especial no Superior Tribunal de Justiça, em Brasília.
A batalha judicial entre as duas partes se deve ao fato de o Santos protestar contra as fatias de direitos econômicos de jogadores, adquiridas pelo grupo DIS, durante a administração do ex-presidente Marcelo Teixeira. Além de Wesley e de Ganso, o centroavante André, durante a sua primeira passagem pela Vila Belmiro, assim como outros atletas, também tiveram parcelas de seus direitos negociadas com a empresa.
*Com Gazeta