Após goleada sofrida para o São Paulo, técnico cita excesso de jogadores do departamento médico e sequência de jogos

Goleado por 4 a 0 pelo São Paulo na noite desta quinta-feira, o Botafogo viu seu jejum de vitórias aumentar para três partidas. Principal alvo das críticas da torcida carioca, Oswaldo de Oliveira corre o risco de ser o grande prejudicado pela crise vivida em General Severiano e de perder seu cargo de treinador.

Como de costume, o técnico demorou a iniciar sua entrevista coletiva nos vestiários do estádio do Morumbi e manteve o tom sereno em suas declarações, mesmo quando as especulações de sua demissão foram citadas diretamente pelos jornalistas.

Concorda com Oswaldo? Comente esta notícia e deixe seu recado para outros torcedores

Fábio Ferreira marca Luis Fabiano no Morumbi
Futura Press
Fábio Ferreira marca Luis Fabiano no Morumbi

"Não tenho ideia disso. Acho que vou continuar sendo o treinador do clube, pois meu trabalho não pode ser medido pelo que aconteceu aqui. Muito pelo contrário. Todos sabem que temos muitas dificuldades palpáveis e realistas. É difícil projetar a equipe quando você tem nove jogadores no departamento médico e alguns meias que ainda não conseguiram nem treinar", analisou o comandante.

Os casos lembrados pelo treinador são de Clarence Seedorf e Nicolas Lodeiro, que, desde que foram apresentados no Glorioso, tiveram poucas semanas sem jogos para aprimorar a parte física e, assim, desenvolver um melhor futebol durante o Campeonato Brasileiro.

Oswaldo de Oliveira ainda considerou o cenário distinto dos clubes como decisivos para o resultado negativo na capital paulista. "O São Paulo conseguiu finalmente reunir todos seus grandes nomes e vinha de uma vitória motivadora em um clássico e a gente com desfalques. Temos 18 jogos para disputar e, paulatinamente, quando tivermos a volta de jogadores, poderemos voltar a vencer", finalizou.


    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.