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Meia Daniel Carvalho e atacante Maikon Leite sofrem com suspeitas sobre "falsas lesões"

Na semana passada, em meio à luta para se afastar da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro, o Palmeiras conviveu com o problema do volante João Vítor , que chegou com "hálito de cachaça" a um treino fechado à imprensa na tarde de segunda-feira . Agora, o meia Daniel Carvalho e o atacante Maikon Leite , dois dos dez machucados do elenco , são acusados de fazer "corpo mole". Informações que fazem o elenco iniciar nova busca pelo "dedo-duro" do clube.

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A indignação desta vez é fruto de notícia do jornal "O Estado de S. Paulo", que afirmou que membros da comissão técnica e dirigentes suspeitam das dores nas coxas esquerdas de Daniel Carvalho e Maikon Leite e que exames não têm detectado lesões em ambos. E a dupla seria fundamental em um momento no qual o time corre o risco de só ter três jogadores de linha nesta quarta-feira, contra o Botafogo , pela Copa Sul-Americana.

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Mas o goleiro Bruno , escolhido pela assessoria do clube para dar entrevista coletiva nesta terça-feira, não se irrita com a possibilidade de colegas simularem contusões. O goleiro soma o fato ao sinal de embriaguez de João Vítor - além de sua multa salarial - na semana passada ter se tornado público. A diretoria também não gostou disso, ainda mais após fazer mudanças no departamento de futebol no ano passado para acabar com o "vazamento de informações".

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Gazeta Press
Maikon: acusação de "corpo mole" no Palmeiras

"Se eu tivesse ideia, iria atrás de quem está falando. É muito fácil se esconder atrás de uma notícia que você não sabe se é verdade. E é difícil rebater um informante que não dá as caras", apontou Bruno, que alega não ter suspeita do "dedo-duro". "Com certeza não é um jogador. Nosso grupo é forte."

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O técnico Luiz Felipe Scolari já diz buscar o informante desde o ano passado. Em caso de descoberta, Bruno adaptará sua ação à hierarquia do responsável por repassar as informações. "Depende de quem é. Se for o presidente, não dá para fazer nada. Se for um jogador, dá para dar uma intimada", brincou o goleiro.

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O maior motivo da indignação é uma sensação de oportunismo na divulgação das notícias enquanto o time briga contra o rebaixamento pouco mais de um mês após ser campeão da Copa do Brasil. "Essas coisas acontecem só quando a fase não está legal, né? Ficamos bastante tempo sem polêmica nenhuma aqui dentro", disse Bruno, que não vê no vazamento uma tentativa de correção de rumo.

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"Se você tem uma discussão no vestiário, uma briga de dois jogadores, e só tem jogadores, comissão técnica e alguns diretores lá dentro, por que pôr para fora? Vai beneficiar quem? Quando há uma discussão, é para melhorar, querer vencer, mas quem vai acreditar nisso? Nunca vai chegar desse jeito lá fora. Não beneficia ninguém, só prejudica. É tornado público um problema fácil e fica mais difícil resolver", reclamou.

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Apesar da visível irritação, o camisa 1 assegura que o elenco não é afetado. "Nós, jogadores, não podemos dar bola, e não damos. Nosso ambiente é bom de trabalho, sabemos com quem convivemos. Todos têm cabeça boa", opinou, dando a entender que as suspeitas recaem sobre alguém de fora do clube com acesso ao dia a dia dos atletas.

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