Meia vendido ao PSG também marcou na vitória por 3 a 0. Osvaldo fechou o placar

Rogério Ceni fez gol de pênalti
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Rogério Ceni fez gol de pênalti

Dois dos reforços mais aguardados pelo técnico Ney Franco desde que assumiu o São Paulo foram decisivos para a reabilitação da equipe no Campeonato Brasileiro . Neste sábado, o São Paulo contou com gols de  Rogério Ceni e Lucas , de volta após defender a Seleção Brasileira nos Jogos Olímpicos de Londres e em amistoso contra a Suécia, para vencer a Ponte Preta por 3 a 0 no Morumbi. Osvaldo, com categoria, completou o placar no segundo tempo.

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O resultado positivo, conquistado após três derrotas consecutivas (para Náutico, Grêmio e Fluminense) na competição, ocorreu em um momento bastante propício para o São Paulo. Ney Franco levou o seu time aos 28 pontos, provisoriamente na sexta colocação nacional, às vésperas de dois compromissos importantes. Terça-feira, outra vez no Morumbi, será dia de decidir classificação na Copa Sul-americana contra o Bahia. No domingo de 26 de agosto, o São Paulo fará clássico com o Corinthians, no Pacaembu.

Já a Ponte Preta, ao contrário, prolongou o seu mau momento no Brasileirão. A equipe de Campinas permaneceu com 20 pontos ganhos e poderá se aproximar da zona de rebaixamento para a Série B com a sequência da rodada. No próximo sábado, tentará se reabilitar contra a Portuguesa, no Estádio Moisés Lucarelli.


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O jogo
Ele foi o mais aplaudido pela torcida quando o locutor do estádio do Morumbi anunciou a escalação do São Paulo. Também se transformou no principal alvo de repórteres quando a equipe comandada por Ney Franco subiu em campo. Assim que a partida contra a Ponte Preta começou, Lucas se encarregou de justificar as expectativas.

O meia-atacante são-paulino e futuro jogador do Paris Saint-Germain, da França, deu um bom passe para Ademilson e uma série de dribles que resultaram em um chute para fora logo em sua primeira aparição no jogo. A vontade de Lucas de colaborar com o time era tamanha que, logo em seguida, ele foi advertido com um cartão amarelo por falta dura em Rildo.

Mas os lances negativos foram raros por parte do São Paulo na primeira etapa. Aproveitando-se da desorganização da Ponte Preta, o time da casa assustou o adversário com uma boa cabeçada de Paulo Miranda depois de cobrança de falta de Jadson, aos oito minutos. O que não foi suficiente para diminuir o nervosismo de Ney Franco. "Calma, calma!", o técnico berrava à beira do campo, contraditoriamente muito mais impaciente do que seus atletas.


Calma foi justamente o que faltou para o ex-são-paulino Roger em uma bola alçada na área da Ponte Preta, aos 19 minutos. Ele cortou com o braço, e o árbitro Rodrigo Guarizo assinalou o pênalti com o auxílio do assistente que fica na linha de fundo. Para delírio da torcida São Paulo, o goleiro Rogério Ceni se apresentou para a cobrança e conferiu, aos 21, apesar de seu colega Edson Bastos ter acertado o canto do chute.

Em vantagem no placar, o São Paulo ganhou ainda mais ânimo - e a Ponte Preta se desestruturou definitivamente no primeiro tempo. Aos 26, Lucas ajudou a desestabilizar o adversário ao participar de uma boa jogada com Jadson e Ademilson e bater no canto da entrada da área: 2 a 0. O meia-atacante correu para os abraços de seus companheiros e a ovação dos torcedores.

No final do primeiro tempo, Jadson e Ademilson tentaram dividir o protagonismo de Lucas com boas jogadas individuais. Do outro lado, a Ponte Preta extravasava a sua revolta com o resultado adverso contra o árbitro. Baraka, aos 42, teve um lampejo de lucidez e obrigou Rogério Ceni a fazer bela defesa em uma finalização forte. Roger ainda tentou marcar no rebote, mas em posição de impedimento.

Na tentativa de corrigir os problemas de sua equipe, o técnico Gilson Kleina promoveu duas alterações no intervalo. Lucas e Bruno Sabino entraram nas vagas de Somália e Luan com a incumbência de dar mais mobilidade à Ponte Preta no segundo tempo. Conseguiram. Como o São Paulo se acomodou, o time de Campinas ganhou espaço para atacar e passou a fazer com que os defensores são-paulinos trabalhassem mais.

Aos 15 minutos, o ainda impaciente Ney Franco decidiu tirar a estrela da partida de campo. Lucas, sem aparentar cansaço (mas já com um cartão amarelo), deu lugar a Osvaldo e foi intensamente aplaudido pelos torcedores. Poucos minutos depois, novas alterações no São Paulo. Denilson e Cortez (este sob vaias) foram trocados por João Schmidt e Cícero.

Foi Maicon, no entanto, quem levou o São Paulo à frente. Quando a Ponte Preta ainda esboçava a sua reação, já com Ferron no lugar de Diego Sacoman, o jogador começou a participar das principais jogadas ofensivas do São Paulo. Na defesa, Rafael Toloi fez alguns desarmes importantes e também teve o seu nome gritado pelo público. Ainda assim, ninguém parecia se destacar tanto quanto Lucas na noite da reabilitação são-paulina.

Até quem fechou o placar para o São Paulo foi o jogador que substituiu Lucas. Herdando a inspiração de seu concorrente de posição, Osvaldo arrancou da intermediária, driblou três marcadores e chutou no ângulo para anotar um golaço no Morumbi. Era só tirar a camisa e cruzar os braços direito e esquerdo na direção da eufórica torcida para comemorar - e levar um cartão amarelo muito lamentado por Ney Franco.

FICHA TÉCNICA - SÃO PAULO 3 X 0 PONTE PRETA

Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo (SP)
Data: 18 de agosto de 2012, sábado
Horário: 21 horas (de Brasília)
Árbitro: Rodrigo Guarizo (SP)
Assistentes: Alex Alexandrino e Ricardo Pavanelli (ambos de SP)
Cartões amarelos: Lucas, Denilson, Cortez, Osvaldo (São Paulo); Somália, Roger, Tiago Alves, Baraka (Ponte Preta)
Público total: 9.900 pessoas
Renda: R$ 106.387,28
Gols:  Rogério Ceni, aos 21, e Lucas, aos 26 minutos do primeiro tempo; Osvaldo, aos 42 minutos do segundo tempo

SÃO PAULO: Rogério Ceni; Paulo Miranda, Rafael Toloi e Edson Silva; Paulo Assunção, Denilson (João Schmidt), Maicon, Jadson e Cortez (Cícero); Lucas (Osvaldo) e Ademilson
Técnico: Ney Franco

PONTE PRETA: Edson Bastos; Cicinho, Tiago Alves, Diego Sacoman (Ferron) e Uendel; Baraka, Somália (Lucas), Ricardinho e Luan (Bruno Sabino); Rildo e Roger
Técnico: Gilson Kleina

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