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Após ameaçar ir embora, Paulo Miranda ganha elogios de Ney Franco e Ceni

"Se fizesse aquela avaliação dos jornais, eu daria nota 8 para o Paulo Miranda", disse o treinador do São Paulo

Gazeta | - Atualizada às

Dois dias depois de ameaçar "arrumar as malas" e "ir embora" se não fosse aproveitado no São Paulo , o zagueiro Paulo Miranda finalmente subiu no gramado do Morumbi como titular e ganhou elogios das lideranças da equipe. O desempenho do jogador como lateral direito improvisado no decorrer da vitória por 3 a 0 sobre a Ponte Preta, sábado, rendeu comentários positivos do técnico Ney Franco e do capitão Rogério Ceni .

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"É difícil falar de melhor jogador em campo, mas, se fizesse aquela avaliação dos jornais, eu daria nota 8 para o Paulo Miranda", sorriu Ney, satisfeito com a desenvoltura do defensor. "Ele foi muito bem. Entramos com uma proposta de três zagueiros, mas, como a Ponte Preta veio com outra formação, deslocamos o Paulo para a lateral. A equipe se ajustou assim. Era algo que nem tínhamos imaginado. Ele fez muito bem a função, destacando-se emocionalmente, tecnicamente e taticamente."

Veja fotos dos jogos deste sábado:

Já Ceni mencionou Paulo Miranda de forma espontânea. Quando respondia uma pergunta sobre a grande atuação do meia-atacante Lucas, que voltou da Seleção Brasileira e marcou um belo gol contra a Ponte Preta, o goleiro fez questão de citar o zagueiro: "Por incrível que pareça, fomos bem até com algumas improvisações. O Paulo Miranda fez um partidaço na lateral direita, fechando a nossa linha de quatro".

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Com contrato com o São Paulo válido até 31 de dezembro de 2014, Paulo Miranda ficou marcado pelo episódio em que a diretoria o retirou da concentração a contragosto de Emerson Leão. O jogador, alvo de críticas após cometer pênalti e vacilar no segundo gol da derrota por 3 a 1 para o Santos na semifinal do Campeonato Paulista, não era titular desde que o antigo treinador fora demitido.

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Neste fim de semana, Paulo Miranda só jogou porque seu concorrente João Filipe não estava bem clinicamente. Ney Franco garantiu que a alteração na defesa não foi influenciada pelo presidente Juvenal Juvêncio, como ocorrera na época de Emerson Leão.

"Sei que faz parte do jornalismo duvidar das pessoas, mas a verdade é que o João Filipe se apresentou ao departamento médico reclamando de uma dor persistente. Ele não estava preparado emocionalmente nem fisicamente para o jogo. Até o trouxe conosco, mas não dava para ficar nem no banco. Por isso, optei pelo Paulo Miranda", explicou Ney.

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