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Goleiro punido por uso de cocaína ficará internado por pelo menos quatro meses

Rodolfo, do Atlético-PR, pegou gancho de dois anos no STJD, mas mesmo que punição seja revista, não terá condições de jogar pelos próximos meses

Bruno Winckler , iG São Paulo |

Divulgação
Rodolfo está internado em Curitiba

Rodolfo, goleiro do Atlético Paranaense punido com dois anos de suspensão por uso de cocaína , está internado em uma clínica de recuperação para dependentes químicos em Curitiba e ficará por lá por pelo menos quatro meses. Domingos Moro, advogado do clube que acompanha Rodolfo no caso, vai recorrer da decisão tomada pelo STJD na segunda-feira , mas diz que mesmo que o goleiro receba uma punição mais branda, Rodolfo não terá condições de voltar a jogar por no mínimo oito meses.

"Já estamos preparando nosso recurso, evidentemente na expectativa de conseguir uma suspensão menor, mas mesmo que a gente consiga, ele deve ficar até quatro meses internado. Ele (Rodolfo) está consciente da importância disso e sabe que mesmo que haja uma reconsideração na pena, ele não volta a jogar antes de seis, oito de tratamento", disse Moro, ao iG

Leia também:  Goleiro do Atlético-PR é suspenso por 2 anos por uso de cocaína

Rodolfo está internado na clínica Quintas do Sol em Curitiba desde o dia 2 de agosto. Deixou o local apenas na segunda-feira, dia 13, para ir ao Rio de Janeiro e comparecer à audiência no STJD que terminou com a sentença de dois anos de afastamento do esporte. 

"Como sabem, sou um dependente. Isso vem há seis anos. Quando tinha 15 anos foi meu primeiro contato. Vim conseguindo me controlar, mas há alguns anos voltei a usar", disse Rodolfo ao STJD. Ele já havia admitido que é dependente químico . Durante o período em que estiver em tratamento poderá receber duas visitas por semana. Sua mãe, que mora em Santos, sua cidade natal, esteve em Curitiba no último fim de semana para visitá-lo.

"O clube (Atlético-PR) me avisou (que tinha sido flagrado no antidoping) e fiquei muito triste comigo. Essa doença está me fazendo muito mal. Com o apoio do Atlético eu me encontro internado em uma clínica e venho recebendo apoio dos meus colegas de trabalho, da minha família e da minha esposa", disse Rodolfo durante a audiência na segunda-feira. 

O advogado do clube avalia que a longa punição atrapalha a carreira de Rodolfo e por isso vai insistir no recurso que o vício em cocaína é antes de tudo uma doença que piora seu desempenho físico, diferente de outras substâncias estimulantes. Para não ficar totalmente inativo durante o período de recuperação, Rodolfo vai deixar a clínica uma vez por semana para realizar exercícios físicos sob os cuidados dos funcionários do Atlético-PR.

"Depois da internação ele vai precisar de uma atividade. A pior coisa que pode acontecer é ele ficar parado. Ele está na clínica há 11 dias e é um período muito pequeno para se avaliar se houve evolução, mas ele está persistente", disse Moro. 

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