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São Paulo sofre, mas vence o Sport com gol de Ademilson

Revelação do meio-campo garantiu o triunfo, no Morumbi, já no final da segunda etapa. Time sonha com o G4, e Sport se aproxima da degola

Gazeta |

Gazeta Press
Ademilson comemora após fazer 1 a 0 para o São Paulo

Os mais de 22 mil são-paulinos que pagaram ingressos para enfrentar garoa e frio no Morumbi sofreram com a boa atuação do goleiro Magrão, do Sport, que, amparado por uma defesa bem colocada, segurou o 0 a 0 até o final do segundo tempo. Um gol de Ademilson, porém, garantiu a vitória do São Paulo por 1 a 0.

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Com os três pontos conquistados nesta 14ª rodada, o time do Morumbi chegou a 25 e se mantém ainda mais próximo das quatro primeiras colocações do Campeonato Brasileiro, faixa que garante vaga na Libertadores do próximo ano. O time pernambucano, por sua vez, parou em 14 pontos e volta a ver a zona de rebaixamento mais perto.

Situação na classificação definida pelo gol de Ademilson aos 36 minutos do segundo tempo em um jogo complicado para os anfitriões. No primeiro tempo, o clube da casa perdeu dois gols claros e foi dominado pelo adversário. Na volta do intervalo, Willian José errou demais e, ao ser sacado, viu do banco seu colega de ataque garantir a vitória.

Confira a classificação atualizada do Brasileirão 2012

Os comandados de Ney Franco voltam a campo pela liga nacional às 21 horas (de Brasília) desta quinta-feira diante do Fluminense, no Rio de Janeiro. O Leão da Ilha do Retiro joga em casa na quarta-feira, às 19h30, contra o Vasco.

O jogo
Vágner Mancini chegou ao Morumbi dizendo que tentaria se aproveitar do meio-campo montado por Ney Franco. Com cinco atletas no setor - sem nenhum deles ser ala, como no 3-5-2 do São Paulo -, o técnico do Sport acreditava que teria sucesso porque o treinador que está há um mês no Tricolor ainda não pôde implantar sua filosofia.

Para piorar a marcação são-paulina, Gilberto não era um centroavante à espera de uma chance. Muitas vezes, recuava tanto para fazer o pivô que se tornava um sexto homem no meio-campo.Uma alteração que confundia tanto o trio de zagueiro e Denilson que, logo aos dois minutos, Gilberto ajeitou para Rithelly, sem marcação, quase fazer um golaço de fora da área.

O Tricolor tentou se impor na marra. E conseguiu por cerca de 15 minutos, quando teve nas mãos a oportunidade de definir a vitória ainda no primeiro tempo. Tudo pelo empenho e ousadia principalmente de seus defensores. João Filipe avançava muitas vezes como ponta e Rafael Toloi subia até tabelando com Douglas, assim como Denilson com Maicon e Jadson.

A postura deixou o time pernambucano atordoado. Tanto que, aos 12 minutos, João Filipe atravessou o meio-campo e inverteu rasteiro para Willian José entrar na área sem nenhuma marcação. O substituto de Luis Fabiano, vetado por estiramento na coxa esquerda, teve tempo para dominar e observar Magrão, mas bateu em cima do goleiro, que jogou para longe com seus pés.

Três minutos mais tarde, foi a vez do outro atacante da equipe tirar a torcida do sério. Ademilson aproveitou saída de bola errada de Maicon e a deixou com Maicon. Com frieza e precisão, o meia driblou dois marcadores na linha da grande área e esperou o momento certo para tocar para Ademilson. Perto da marca do pênalti, o camisa 11 também teve tempo para escolher o que fazer, mas bateu sem força no canto esquerdo de Magrão, que mais uma vez se consagrou espalmando para fora.

A jogada desnorteou os jogadores do Tricolor. E abriu espaço para o Sport. Embora seus defensores tenham mostrado deficiências, o clube recifense adiantou seus meio-campistas para povoar o campo de defesa do São Paulo, sem se importar com o espaço dado nos contra-ataques. Realmente, nem precisava.

Aos 19 minutos, uma bola afastada da defesa por uma bicicleta de Moacir, ex-Corinthians, gerou confusão dos três zagueiros do São Paulo, mas não de Marquinhos Gabriel, que deixou para Gilberto bater no canto direito rasteiro de Rogério Ceni. O goleiro de 39 anos teve que esticar o ombro operado há seis meses para evitar o gol.

A partir daí, até o intervalo, os nordestinos pareciam atuar na Ilha do Retiro. Os visitantes dominaram totalmente a partida, seja com Marquinhos Gabriel levando a melhor com desarmes fáceis sobre João Filipe, na movimentação de Willians e Felipe Azevedo ou, principalmente, em Gilberto, que parecia impossível de ser marcado e sempre obrigava Rogério Ceni a trabalhar bastante.

Antes do segundo tempo, o Tricolor só teve um momento de lucidez, quando trocou passes de lateral a lateral para escapar da marcação recifense. A chance, mais uma vez, parou em Willian José, que não conseguiu dominar na pequena área passe rasteiro vindo de Ademilson da linha de fundo.

Na volta do intervalo, o São Paulo tentou se impor trocando passes rápidos e com Jadson como um terceiro atacante, muitas vezes entre os zagueiros adversários, e Maicon mais solto para a armação, assim como Douglas e Cortez com liberdade maior para se transformarem em pontas.

Mas o ataque ainda tinha Willian José. E foi em mais um erro de domínio dele, aos sete minutos, que o Sport acionou contra-ataque com Marquinhos Gabriel, que encontrou Gilberto em condições de girar na grande área para bater com força. Não fosse a recuperação de Maicon, a bola não balançaria as redes pelo lado de fora.

Com Willian José vaiado, já ouvindo a torcida gritar o nome de Luis Fabiano, o São Paulo parecia ter medo de finalizar. O camisa 19 era o único que arriscava, e errava, tanto que, em mais um contra-ataque criado por ele, Felipe Azevedo ajeitou para Hugo, campeão com o Tricolor na década passada, chutar firme e só não abrir o placar porque seu ex-colega Rogério Ceni defendeu.

Àquela altura, porém, Vágner Mancini parecia nem sonhar mais com a vitória. Já tinha adotado o 3-5-2 para marcar Jadson e bloquear os alas que eram pontas no São Paulo. Mas Ney Franco também mexeu. Como a torcida são-paulina, se cansou de Willian José e em substituição comemorada no Morumbi como um gol, optou pelo meia Cícero, adiantando Ademilson.

A alteração deu certo. Aos 27 minutos, Ademilson teve duas chances e, em uma delas, balançou as redes, mas a arbitragem apontou impedimento. A partir deste lance, Magrão se tornou o nome do jogo. O goleiro pegou de longe ou cara a cara chutes de Ademilson, Jadson, Cícero e de quem mais arrematasse.

Aos 36, Cícero tentou na área e, mais uma vez, o veterano camisa 1 do Sport espalmou. Desta vez, porém, lá estava Ademilson para soltar a bomba no rebote e balançar as redes. Sem Luis Fabiano, nem mais Willian José em campo, os três pontos foram garantidos mais uma vez no Morumbi.

FICHA TÉCNICA
SÃO PAULO 1 X 0 SPORT

Local: estádio do Morumbi, em São Paulo (SP)
Data: 5 de agosto de 2012, domingo
Horário: 16 horas (de Brasília)
Público: 22.330 pagantes
Renda: R$ 502.561,00
Árbitro: Andre Luiz de Freitas Castro (GO)
Assistentes: Marcio Eustáquio Santiago (Fifa-MG) e Janette Mara Arcanjo (Fifa-MG)
Assistentes adicionais: Jailson Macedo Freitas (BA) e Eduardo Cordeiro Guimarães (RJ)
Cartões amarelos: Maicon (São Paulo); Willians, Aílson e Edcarlos (Sport)

Gol:
SÃO PAULO: Ademilson, aos 33 minutos do segundo tempo

SÃO PAULO: Rogério Ceni; João Filipe, Rafael Toloi e Rhodolfo; Douglas, Denilson, Maicon (Casemiro), Jadson e Cortez; Ademilson e Willian José (Cícero)
Técnico: Ney Franco

SPORT: Magrão; Moacir, Aílson, Diego Ivo e Reinaldo; Tobi, Rithelly, Willians (Edcarlos), Marquinhos Gabriel (Hugo) e Felipe Azevedo; Gilberto
Técnico: Vágner Mancini

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