Segundo vice-presidente do clube, jogador ainda não foi negociado pois não chegou nenhuma proposta irrecusável ao Morumbi

Depois de mais um jornal inglês noticiar a venda do meio-campista Lucas para o Manchester United , o vice-presidente do São Paulo , João Paulo de Jesus Lopes, veio a público neste domingo negar os boatos. Segundo o Daily Mail, o jogador brasileiro teria sido negociado por cerca de R$ 95 milhões. Contudo, o vice-presidente revelou que tal oferta não chegou ao clube do Morumbi.

Concentrado com a seleção olímpica, Lucas é alvo do interesse dos gigantes europeus
Mowa / Divulgação
Concentrado com a seleção olímpica, Lucas é alvo do interesse dos gigantes europeus

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"O São Paulo não tem nenhum interesse de vender o jogador, mas não é burro. Temos inteligência e sabemos que determinadas situações são irresistíveis. Posso dizer que o irresistível ainda não veio ao Morumbi", afirmou o dirigente, assegurando que as negociações com o clube inglês não terminaram com valores interessantes.

"Tivemos uma rodada de conversas com o Manchester United e nelas nunca estipulamos nenhum valor. Apenas ouvimos propostas e dissemos que eram de valor inferior ao que queremos. Se quiserem algo mais concreto, que nos ofereçam valores mais substantivos", disse Jesus Lopes, que confirmou a vinda de um representante da Inter de Milão ao Brasil na última semana para tentar negociar Lucas.

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O dirigente afirma que não deseja vender nem Lucas, nem Rhodolfo, que está na mira da Roma. Mas admite que a intenção dos atletas pesa na definição da negociação - e o zagueiro, especificamente, admitiu publicamente no ano passado ter ficado "balançado" por propostas da Juventus, da Itália, e, por isso, caiu de rendimento.

"A decisão final é sempre do jogador. O Kaká foi vendido ao Milan porque gostaria de jogar lá, apesar de termos recebidos propostas por valores bem maiores. Mas temos ouvido reiteradas declarações do Lucas de querer ficar", reiterou Jesus Lopes, que minimiza o fato de, caso os R$ 95 milhões do Manchester United serem recusados, o atleta perder a chance de levar quase R$ 30 milhões - o meia detém 30% de seus direitos econômicos.

"O contrato foi reformado recentemente para premiá-lo por seu sucesso na promoção à equipe profissional. Neste momento, não temos nenhuma cogitação de fazer alteração. E discordo que ele esteja perdendo dinheiro. Cada vez se valoriza mais a possibilidade de uma transação. Como tem apenas 19 anos, está se valorizando cada vez mais e no futuro será um dos jogadores com grande possibilidade patrimonial", apostou o vice-presidente.

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