Com muitas falhas nas finalizações, não haveria outro placar possível para jogo no Pituaçu

O duelo entre Bahia e Corinthians , na tarde deste domingo, não saiu do zero. As duas equipes buscavam a vitória no Pituaçu para subir na tabela do Campeonato Brasileiro – o time baiano, por estar próximo da zona de rebaixamento, e a equipe paulista, a fim de se aproximar do pelotão de cima –, mas fizeram uma partida fraca, digna de 0 a 0. O principal fato do jogo foi o número de faltas anotadas, bem abaixo da média deste Brasileirão. Apenas 23: 11 do Bahia e 12 do Corinthians.

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O Corinthians agora tem uma semana livre de compromissos e só volta a campo no próximo domingo, diante do Vasco, no Rio de Janeiro. Antes de enfrentar o Grêmio, em Porto Alegre, também no domingo, o Bahia estreia na Copa Sul-americana contra o São Paulo, na quarta-feira, em casa.

O jogo deste domingo marcava a volta de Douglas, baixa na rodada passada por suspensão. Antes de não enfrentar o Cruzeiro, o novo camisa 10 havia sido decisivo nos dois primeiros compromissos como titular após a saída de Alex: fez dois gols na vitória sobre o Flamengo e um no empate com a Portuguesa.

Garantido no time pelo bom desempenho recente, o meia tiraria vaga de alguém do sistema ofensivo. Poderia ter sido Romarinho, porém Emerson acusou dores no tornozelo esquerdo, não participou do treino coletivo de sábado e assegurou a manutenção do jovem atacante, que neste domingo chegou à sétima partida seguida entre os 11 iniciais, desta vez ao lado de Jorge Henrique.

Se Tite mais uma vez não repetia a escalação, do lado baiano os problemas eram ainda maiores. Estreante no Pituaçu, o recém-chegado técnico Caio Júnior não podia contar os atacantes Souza e Ciro, ambos suspensos, e Lulinha, ainda vinculado ao Corinthians. Outro desfalque sentido, afora aqueles que já eram conhecidos desde a semana passada, foi do volante Kléberson, por conta de dores na coxa.

O corintiano Danilo tenta a jogada contra o Bahia, em Salvador
AE
O corintiano Danilo tenta a jogada contra o Bahia, em Salvador

O primeiro desafio encontrado pelas duas equipes foi o calor. Mais complicado ainda para o Corinthians, que jogava de camisa e calção preto. Os dez minutos iniciais de bola rolando foram lentos. Nem Marcelo Lomba nem Cássio tiveram trabalho – o corintiano só levantava o braço para tapar o rosto do sol.

Com o passar do tempo e a dificuldade de penetrar na defesa rival, o time paulista resolveu arriscar de longe. Os volantes Ralf e Paulinho experimentaram arremates praticamente do mesmo local e mandaram a bola para muito longe do alvo. A grande chance saiu aos 28 minutos, em bola de Douglas enfiada para Danilo dentro da área. O camisa 20 chutou, mas, com Lomba já a seus pés, viu o goleiro defender.

Dois minutos depois, Romarinho recebeu de costas, fora da área, e chutou buscando o canto esquerdo baixo. Lomba se atirou e espalmou a bola junto à trave. Foi o último susto do goleiro do Bahia. A equipe da casa, em contrapartida, desceu para o vestiário sem ameaçar a invencibilidade de Cássio, pois o ataque com Zé Roberto e Júnior se mostrava desentrosado e sem velocidade.

O Bahia retornou um pouco melhor para o segundo tempo e teve uma boa chance aos nove minutos, quando Magno arrancou em velocidade pela ponta esquerda e cruzou rasteiro em direção à área. O passe rasteiro buscava Zé Roberto, que ficaria de frente para Cássio, mas Paulo André se antecipou e fez o corte para escanteio. Apesar de não ter saído o gol, a jogada incendiou a torcida tricolor.

Logo dois minutos mais tarde, foi a vez de Zé Roberto servir. Ele recebeu na linha de fundo e atrasou para Júnior empurrar para a rede. O lance, contudo, já havia sido paralisado erradamente pelo árbitro, que assinalou impedimento. O susto acordou o Corinthians. Tite sacou Romarinho para a entrada do centroavante Guerrero na tentativa de reter a bola por mais tempo no campo ofensivo.

O peruano se esforçou, mas, ainda aquém da condição física ideal, não contribuiu como imaginava o treinador. Até porque Douglas não se destacava na armação. O meia foi substituído pelo também peruano Ramírez, mas nem o entrosamento entre os companheiros de seleção peruana funcionou. No fim, o placar não saiu do zero. Ruim para o Corinthians, mas pior para o Bahia, que se vê em torno da zona de rebaixamento.

FICHA TÉCNICA - BAHIA 0 x 0 CORINTHIANS

Local: Estádio de Pituaçu, Salvador (BA)
Data: 29 de julho (domingo)
Horário: 16h (de Brasília)
Árbitro: Pablo dos Santos Alves (ES)
Assistentes: Márcio Eustáquio (Fifa-MG) e Fabiano Ramires (ES)
Assistentes adicionais: Rodrigo Nunes (BA) e Claudionor Junior (SE)
Cartões amarelos: Paulinho e Guerrero (Corinthians)

BAHIA: Marcelo Lomba; Gil (Diones), Danny Morais, Titi e Ávine; Fahel, Fabinho, Hélder e Magno (Vander); Zé Roberto e Júnior (Rafael)
Técnico: Caio Júnior

CORINTHIANS: Cássio; Alessandro, Wallace, Paulo André e Fábio Santos; Paulinho, Ralf, Douglas (Ramírez) e Danilo; Romarinho (Guerrero) e Jorge Henrique
Técnico: Tite

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