Time gaúcho chega a 22 pontos e se firma no pelotão de frente. Já o Figueirense soma 11 jogos sem vencer

D'Alessandro disputa bola no Orlando Scarpelli
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D'Alessandro disputa bola no Orlando Scarpelli

O Inter está forte na briga pelo topo da tabela do Brasileirão . No segundo jogo sob o comando de Fernandão, a equipe gaúcha venceu o Figueirense em Florianópolis por 1 a 0 e chegou aos 22 pontos, se colocou definitivamente na disputa por um posto no G4. O Figueirense, que teve a estreia do técnico Hélio dos Anjos, chega a 11 jogos sem vitória e continua na zona de rebaixamento com oito pontos.

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Com três atacantes, o Figueira começou pressionando e envolvendo o meio-campo colorado. Logo a um minuto, Loco Abreu cabeceou uma bola na trave. Mas, em um contra-ataque, o Inter fez o seu gol, deixando a equipe da casa nervosa e perdida em campo. Na etapa final, os visitantes começaram melhor, criando chances de perigo. O Figueirense conseguiu se recompor, mas não criou o suficiente para conseguir um empate.


No sábado, o Inter recebe o Vasco, no Beira-Rio. O Figueirense visita, também no sábado, o Botafogo. A equipe catarinense amargou a quarta derrota consecutiva.

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O jogo

O técnico Hélio dos Anjos colocou uma equipe ofensiva em sua primeira partida comandando o Figueirense: entrou com três atacantes - Caio, Loco Abreu e Júlio César - mais o paraguaio Pittoni na armação. A estratégia parecia que daria certo: logo no primeiro minuto, Guilherme Santos foi à linha de fundo e cruzou na cabeça de Abreu, que ganhou da zaga no alto e acertou o travessão.

O Inter responderia aos quatro minutos: D’Alessandro fez cruzamento para a área em cobrança de falta e a bola passou por todo mundo perigosamente. Mesmo com a chegada colorada, eram os catarinenses que dominavam a partida. Aos 13, Júlio César cobrou falta com perigo, obrigando Muriel a uma boa espalmada para escanteio.

Dagoberto comemora o gol da vitória do Inter em Florianópolis
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Dagoberto comemora o gol da vitória do Inter em Florianópolis

A boa movimentação de Caio, Júlio César e Pittoni envolvia o sistema defensivo do Inter, que tinha o contra-golpe como arma. Numa dessas escapadas, Fred chegou à linha de fundo pela esquerda e cruzou na cabeça de Dagoberto, que entrou livre e fez 1 a 0. O gol deu segurança ao time de Fernandão e desnorteou o Figueirense, que passou a errar passes demais e perdeu o domínio do jogo.

Aproveitando o nervosismo do time da casa, o Inter criou duas boas chances antes do intervalo. Aos 33, Índio subiu mais que a zaga em cobrança de escanteio e cabeceou com perigo para fora. Aos 42, a melhor chance de ampliar: Jajá arriscou uma bomba de fora da área e acertou o travessão de Wilson.

No segundo tempo, o cenário era ainda mais desanimador para a torcida do Figueira. Com um toque de bola previsível, o time da casa não só não levava perigo como via um Inter mais agressivo. Em menos de dez minutos foram três chances claras: primeiro, aos três minutos, Dagoberto entrou na cara do gol e o goleiro tirou de carrinho. Aos seis, Fred limpou dois marcadores, chutou de fora da área e Ricardo espalmou. Na sequência, D’Alessandro cobrou escanteio, Índio subiu sozinho e cabeceou no travessão.

Buscando mudar o rumo do jogo, Hélio dos Anjos sacou Júlio César, vaiado por boa parte dos torcedores, e colocou Roni. A mudança coincidiu com uma melhora do Figueirense, que passou a ser menos ameaçado e começou a atacar um pouco mais. A primeira chegada relativamente perigosa do time catarinense ocorreu aos 18, em cruzamento de Guilherme Santos que Canuto tocou de cabeça para fora.

Mesmo com a melhora, o Figueira não conseguia levar grande perigo. Aos 29, a melhor chance da equipe da casa no segundo tempo: Roni, de cabeça, levou muito perigo ao gol de Muriel. O Inter, em compensação, perdeu ótima chance de matar o jogo aos 32: Jajá, cara a cara com o goleiro, chutou em cima de Ricardo, levando o técnico Fernandão ao desespero na beira do gramado.

Nos minutos finais, a ansiedade era a maior adversária do Figueirense, que não conseguia criar perigo. O Inter ainda teve uma conclusão aos 42, com Marcos Aurélio, bem defendida por Ricardo. Aos 46, o time da casa reclamou de um pênalti de Fabrício em Roni, não marcado pela arbitragem.

FICHA TÉCNICA - FIGUEIRENSE 0 x 1 INTERNACIONAL

Local: Estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis (SC)
Data: 25 de julho de 2012, quarta-feira
Horário: 19h30 (de Brasília)
Árbitro: Elmo Alves Resende Cunha (GO)
Assistentes: Emerson Augusto de Carvalho (Fifa-SP) e Christian Passos Sorence (SP)
Público: 9.279 torcedores (8.944 pagantes)
Renda: R$ 188.030,00
Cartões amarelos: Júlio César, Túlio e Caio (Figueirense); Fabrício e Edson Ratinho (Internacional)

Gol: Dagoberto, aos 24 minutos do primeiro tempo

FIGUEIRENSE: Ricardo; Doriva, Canuto, Anderson Conceição e Guilherme Santos; Jackson, Túlio (Coutinho) e Pittoni (Almir); Caio, Loco Abreu e Júlio César (Roni)
Técnico: Hélio dos Anjos

INTERNACIONAL: Muriel; Edson Ratinho (Bolatti), Bolívar, Índio e Fabrício; Ygor, Elton, Fred e D’Alessandro; Dagoberto (Marcos Aurélio) e Jajá (Maurides)  Técnico: Fernandão

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