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Desafeto Adalberto Baptista decide se Leão recebe mais por rescisão

Ex-técnico se desentendeu com dirigente no São Paulo e o comparou a  "marreco que precisa nadar em lagoa rasa para não morrer afogado"

Gazeta |

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Leão foi demitido do São Paulo no final do mês de junho

Emerson Leão diz que seu advogado o informou que ele, ao ser demitido pelo São Paulo, tem direito à metade dos salários que receberia até o fim de seu vínculo, em dezembro. O clube discorda, mas até cogita aumentar o valor da rescisão contratual. E o responsável pela decisão será o dirigente com quem o técnico mais se desentendeu: o diretor de futebol Adalberto Baptista.

São Paulo acertou na demissão de Leão? Deixe seu comentário

Adalberto passou as últimas semanas no exterior e tem retorno ao Brasil marcado para esta terça-feira. Logo ouvirá de Carlos Ambiel, advogado designado pelo time para tratar com o representante do treinador, a solicitação de Leão para ser depositado mais do que o salário de julho, mês seguinte à sua demissão, e a multa do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).

Leia também: Leão diz que São Paulo lhe pagou menos do que deveria por rescisão

"O que era devido já foi pago. Em respeito ao profissional, levarei essa reivindicação ao diretor de futebol, que estava fora do País e volta nesta terça-feira. Vou esperar uma resposta do Adalberto Baptista", contou Ambiel.

Leão teve problemas recorrentes com Adalberto em suas últimas semanas no clube e, ao ser demitido, comparou "dirigentes novatos" a um "marreco que precisa nadar em lagoa rasa para não morrer afogado" - o diretor de futebol assumiu o cargo há pouco mais de um ano.

Leia ainda: Leão revela ruptura com o “dono do São Paulo” Juvenal após caso Paulo Miranda

O próprio Leão, que diz ainda não ter registrado sua saída do São Paulo em sua Carteira de Trabalho e Previdência Social, confirma que não havia multa para rescisão do contrato. Segundo Ambiel, o vínculo estava estabelecido com base no artigo 481 da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), que determina que a rescisão de um contrato por prazo determinado tenha "os princípios que regem a rescisão dos contratos por prazo indeterminado".

"Ele está pedindo um valor adicional, não decorre da lei", disse Ambiel. "O advogado dele falou comigo duas, três vezes e expliquei para ele que não concordamos, mas ia levar para a diretoria a informação do que ele desejava como reivindicação, não como análise da lei", continuou.

O advogado do time afirma que o vínculo da última passagem de Leão pelo clube é semelhante ao de seu primeiro período de trabalho na equipe, quando trocou o então campeão paulista pelo Vissel Kobe, do Japão, para ajudar um amigo. "Existia a mesma cláusula quando ele saiu do clube em 2005 e o São Paulo não cobrou nenhuma multa."

Carlos Ambiel assegura que Leão tem sido tratado como os últimos treinadores que passaram pelo clube, que tem se recusado a estabelecer multa rescisória com seus técnicos. "Foi do mesmo jeito com o Muricy Ramalho e todos os outros técnicos que passaram depois. Foi aplicada a lei, não existe espaço para nenhuma análise", insistiu o advogado.

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