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Novo técnico do Inter, Fernandão se espelha em Muricy e Abel Braga

Campeão da Libertadores e do Mundial em 2006, ex-jogador afirma que não tem medo de perder status de ídolo do clube

Gabriel Cardoso - iG Porto Alegre |

Gabriel Cardoso/iG
Fernandão, novo técnico do Internacional

Fernandão concedeu nesta sexta-feira sua primeira entrevista como novo técnico do Internacional. Será seu terceiro cargo diferente no clube: Jogador (2004 a 2008), diretor técnico (2011-2012) e treinador, a partir desta tarde.

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“Luciano (Davi, vice de futebol) falou pra mim ontem de manhã sobre a questão, sobre a convicção dele. Pedi pra ele pensar e que conversaríamos de noite. Pensei muito e só tomei a decisão hoje pela manhã. Numa palavra final, um grande amigo meu me disse que a vida é cheia de oportunidades muitos tem qualidade e não tem oportunidade. Estou dando minha cara para bater, assumindo uma situação nova, resolvi aproveitar a oportunidade”, disse.

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Ele deixou claro que não tem medo de perder o status de ídolo do clube. Recentemente, o Inter fez uma tentativa muito parecida com Falcão, que durou quatro meses apenas no cargo. Fernandão falou sobre técnicos que admira:

“Abel, Muricy, os vejo com uma competência muito grande. Alain Perin também (ex-técnico do Olympique de Marseille). Vamos tratar jogo a jogo, tenho que trabalhar a equipe dentro dos desfalques, quero ela competitiva dentro de campo. Não adianta ter uma filosofia de jogo , sendo que não tenho as peças necessárias. Vou cometer enganos, vou errar, mas sempre tentado acertar”, comentou.

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O novo treinador citou três possibilidades para auxiliar-técnico. Josué Teixeira, que está no Catar, é o preferido. Eles trabalharam juntos no Al-Gharafa, do mesmo país. Outras opções são os ex-goleiros André Doring e Clemer, ambos já trabalham no clube.

Veja os principais trechos da entrevista:

Convite para mudar de cargo: “Foi uma decisão difícil, não pela convicção de ser treinador, mas pelo momento. Tivemos atos isolados de indisciplina aqui dentro, mas foram extracampo. Infelizmente chega um momento que tem que mudar, pensar em algo. Eu ia conversar com o Luciano para ver o que iríamos fazer, e ele acabou jogando tudo na minha mão”.

Treinador aos 36 anos: “Na minha vida eu sempre fui muito precoce, tive amigos mais velhos, subi pro profissional com 16 anos, encerrei a carreira cedo, foi tudo bem programado. Todos sabem a paixão que tenho pelo Inter, era meu sonho morar em Porto Alegre. Quando veio o convite para diretor, não pensei duas vezes. Nesse para treinador eu pensei bem, conversei com muitas pessoas”.

Time em campo: “Não nasci, mas me tornei colorado. Conheço os jogadores, sei da mentalidade de cada um, sei do potencial do grupo. Conheço o estilo gaúcho, a vida aqui, como as pessoas gostam de ver futebol. Sei como a torcida gosta de assistir jogo, com marcação ofensiva, o time agredido, se impondo dentro de campo. Faz com que o torcedor levante, assista o jogo em pé. Quando o adversário toca muito a bola, o torcedor fica sonolento”.

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