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Clube com menos de dois anos está prestes a jogar a elite do futebol gaúcho

União Frederiquense foi idealizado por conselheiro do Inter. Time inteiro tem contrato terminando no fim do mês

Gabriel Cardoso , iG Porto Alegre |

O futebol gaúcho em 2013 pode ganhar a presença de um caçula. O União Frederiquense, fundado há menos de dois anos, está a uma vitória de subir para a elite do campeonato estadual na próxima temporada.

Divulgação/União
Leão é o Mascote do União

Com o Esportivo já classificado, o União ocupa a 2ª posição no quadrangular final da Segundona com 7 pontos. Passo Fundo e Guarany de Camaquã estão com 5. Precisa vencer o Guarany, domingo, jogando em casa. Ou bastará apenas o empate, caso o Passo Fundo não derrote o Esportivo fora de casa.

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O União surgiu da ideia de um conselheiro e ex-dirigente do Internacional. O empresário Giscard Salton foi o idealizador do projeto. Ele foi chamado por pessoas de sua cidade natal em 2010 para tentar um projeto de futebol na região. Topou, mas colocou como condição a união dos dois clubes amadores da cidade, o Ipiranga e o Itapagé. Feito isso, surgiu o União, em Frederico Westphalen, a 434 quilômetros de Porto Alegre. Bem mais próximo, por exemplo, da Argentina, que tem fronteira a 80 quilômetros.

“Uma ideia da comunidade, comentei que teríamos que unir os dois clubes, isso foi feito, então fui para a cidade para fazer o futebol, tentamos colocar na segunda divisão, mas precisávamos unir os dois clubes. Conseguiram isso, fizemos em 2010 e aí começamos. Até hoje existe rivalidade, é como unir dois partidos políticos. Mas a proporção que toma, acaba não tendo o que fazer. Tem que unir mesmo. Tem que ter bom senso”, explica Giscard.

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Giscard trabalhou no departamento de futebol do Inter de 2004 a 2010. Trouxe para o clube sua experiência adquirida na capital. Escolheu o jovem Rodrigo Bandeira, hoje com 39 anos, para treinar o time e começaram a buscar jogadores. Dois anos depois, Rodrigo segue no comando.

“Bom planejamento, ser sério, pagar em dia e ter o apoio da comunidade. Chegamos a ter até 7 mil pessoas no estádio. É o apoio da região toda. Tem que ter convicção no que está fazendo e ir até o final. Futebol não é difícil, é simples de fazer. Existem momentos difíceis, mas tem que bancar esses momentos”.

O crescimento do clube já pode ser visto até pela folha salarial. No ano passado, quando chegou até a terceira fase da Segundona Gaúcha, o União pagava R$ 30 mil por mês para jogadores e comissão técnica. Hoje o orçamento é de R$ 97 mil mensais. Os 700 sócios e a ajuda de investidores da região ajudam a bancar os custos.

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Subindo de divisão, o União terá que começar tudo outra vez. Um único jogador tem contrato longo. O vínculo de todos os outros termina dia 27 de julho.

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“Vamos devagarinho, com sacrifício. É complicado fazer futebol no interior, arrecadar dinheiro. Vamos deixar subir primeiro. Ainda não estou pensando nisso. Talvez nem eu fique. É um presente que estou dando para a cidade onde nasci. Era uma cidade desconhecida para o futebol. Pelo menos agora a cidade entrou no cenário do futebol do Rio Grande do Sul. O jogo de domingo vai ser o primeiro jogo da história televisionado em Frederico Westphalen”, finaliza Giscard.

O futebol gaúcho ganha uma novidade. Para chegar no atual estágio, o União desbancou clubes de bem mais história. O Bagé e o Guarany de Bagé, que já forma até campeões estaduais, estão atualmente na terceira divisão. O tradicional Brasil de Pelotas foi eliminado Segundona de 2012. 

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