Com gols de Wellington Paulista e Diego Renan, time mineiro conquista triunfo após três derrotas seguidas

Após três derrotas consecutivas, o Cruzeiro voltou a vencer no Campeonato Brasileiro nesta quarta-feira. Atuando fora de casa, a equipe mineira se aproveitou da péssima atuação da Portuguesa e conquistou a vitória por 2 a 0 em pleno Canindé.

Deixe seu recado e comente a notícia com outros torcedores

Montillo não marcou, mas foi bem na vitória
Futura Press
Montillo não marcou, mas foi bem na vitória

O primeiro gol marcado pelo Cruzeiro saiu dos pés de Wellington Paulista . O atacante aproveitou o pênalti que o árbitro sinalizou aos 34 do segundo tempo e chutou no canto esquerdo para abrir o marcador. Aos 38, o lateral-esquerdo Diego Renan partiu em velocidade e chutou forte, por baixo do goleiro Dida .

Acompanhe o Brasileirão em tempo real e com estatísticas no aplicativo iG Futebol

Na próxima rodada, o Cruzeiro voltará para Minas Gerais, onde receberá o Flamengo. O time mineiro agora soma 17 pontos na competição e volta a brigar pelas primeiras colocações. A Portuguesa, por sua vez, saiu de campo com sua terceira derrota seguida e permaneceu estagnada nos oito pontos, bem próxima da zona do rebaixamento.

O jogo
Os primeiros minutos de jogo foram marcados pela chegada de ambas as equipes pelas laterais do campo. Tanto Portuguesa quanto Cruzeiro alçaram a bola para dentro da área por diversas vezes, mas não ameaçaram os goleiros em nenhuma ocasião. Em uma das raras oportunidades que arrancaram aplausos dos torcedores, o meia Moisés cobrou falta da entrada da área e jogou rasteiro nas mãos de Fábio aos sete minutos.

Veja a classificação do Campeonato Brasileiro

A Portuguesa sofria com a falta de movimentação dos atacantes. O time não pôde contar com Ananias neste duelo e enfrentava a rigidez da dupla de área formada por Diego Viana e William Xavier. O ala Marcelo Cordeiro ainda tentava aproveitar a força física dos atletas, mas os seus companheiros não acompanhavam a sua linha de raciocínio e deixavam de graça com o goleiro cruzeirense.

Veja fotos da rodada do Brasileirão

Enquanto isso, o Cruzeiro aproveitava para crescer no duelo e arriscava de fora da área. William Magrão aproveitou sobra de muito longe e chutou para longe aos 12 minutos. Enquanto isso, o sumido Montillo tentava se desvencilhar da marcação imposta pelos três zagueiros da Portuguesa e buscava o jogo pelas laterais. Ao cruzar para a boca da área, Lima apareceu providencialmente e afastou para fora. Ciente de que o seu rendimento não traria qualquer resultado convincente no duelo, a Portuguesa partiu para cima e criou sua melhor chance aos 17 minutos. O zagueiro Rogério subiu ao ataque e tentou o chute direto. No meio do caminho, o atacante Diego Viana colocou a cabeça na bola e viu o esférico passa muito perto da meta defendida por Fábio.

Em meio aos gritos de Celso Roth na beirada do campo, o Cruzeiro tentava se reorganizar na intermediária. Entretanto, os mandantes continuavam na frente e mantinham Fábio aquecido. Aos 22 minutos, Ferdinando colocou a bola no meio das pernas de Tinga e tocou para Guilherme. O volante buscou o passe para William Xavier e obrigou o goleiro a sair de seu gol para segurar na marca do pênalti. A sequência do confronto foi marcada mais pelas faltas no meio-campo e pelos chutões que o time dava do que por qualquer outra investida. Os times ainda proporcionavam lances bizarros para os poucos torcedores localizados nas arquibancadas do estádio. Quando o marcador apontava 33 minutos, Diego Renan cruzou para dentro da área da Portuguesa e viu o estreante Ceará tentar um voleio na entrada da área. No entanto, o ex-jogador do Paris Saint-Germain escorregou na hora da conclusão e deixou de graça com Dida.

Pelo lado da Portuguesa, Diego Viana tentou aproveitar um cruzamento da esquerda de Marcelo Cordeiro com uma bicicleta. O jogador achou que a melhor alternativa seria uma bicicleta, mas não conseguiu sair do chão e isolou para a linha de fundo. O lance irritou ainda mais os torcedores, que soltaram uma sonora vaia após o árbitro apitar o fim da etapa inicial de jogo.

Embora os 45 minutos iniciais não tenham agradado o torcedor, o retorno dos dois times ao gramado deixou os cruzeirenses um pouco mais animados. Com a apatia da equipe paulista, os visitantes aproveitavam os espaços e conseguiam ameaçar Dida com mais qualidade. Já aos três, Borges recebeu passe após contra-ataque celeste e chutou cruzado. O tiro, entretanto, saiu fraco e possibilitou a defesa do goleiro Dida.

Técnico Celso Roth reclama de lance no Canindé
Futura Press
Técnico Celso Roth reclama de lance no Canindé

A Portuguesa ainda tentou responder com Guilherme, mas o volante isolou a bola ao pegar da entrada da área. O lance deixou o Cruzeiro motivado e possibilitou nova chegada com perigo ao ataque. Aos sete minutos, William Magrão invadiu a área e foi ao chão. O jogador deixou a bola com Borges, que abriu para o chute de Wellington Paulista. O atacante arriscou da meia-lua e viu o tiro passar com perigo.

A apatia da Portuguesa forçou uma mudança estratégica na equipe. Preocupado, Geninho colocou Héverton e Ricardo Jesus no lugar de William Xavier e Diego Viana, respectivamente. O armador teve a chance de chutar para o gol já em sua primeira jogada na partida, mas um desarme providencial impediu a conclusão da jogada. O Cruzeiro conseguiu responder ao ímpeto adversário com qualidade. Aos 14 minutos, lateral Ceará cruzou para dentro da área e viu a zaga afastar para longe. Na sequência, a bola foi cruzada para dentro da área e encontrou o peito de Wellington Paulista. O atacante dominou tranquilamente e chutou sem deixar o esférico tocar o chão. Contudo, o tiro saiu por cima do gol de Dida.

A apatia das equipes e a ineficiência apresentada na frente ampliaram as reações negativas da torcida cruzeirense. Os mineiros passaram a chamar o técnico Celso Roth de ‘burro’ e viram sua equipe manter a bola presa no sistema ofensivo. Sem qualquer objetividade, a Portuguesa viu a oportunidade de ameaçar e chutou com perigo aos 25. Héverton achou espaço e conseguiu assustar Fábio com um chute forte à esquerda do gol. O árbitro, no entanto, invalidou o lance após ver falta do atacante.

Mesmo com apatia demonstrada em campo, o Cruzeiro seguiu no ataque e chegou ao seu gol após Borges ser empurrado dentro da área. O zagueiro Rogério recebeu o cartão vermelho e viu dos vestiários o atacante Wellington Paulista chutar no canto esquerdo de Dida. No lance seguinte, o atleta quase ampliou ao receber de Montillo e tocar para fora na saída do goleiro adversário.

Sem esboçar qualquer reação no confronto, a Portuguesa foi completamente dominada pelo Cruzeiro e viu o lateral esquerdo Diego Renan aumentar a vantagem. O jogador partiu em velocidade pelo seu setor e estufou as redes ao chutar forte por baixo do goleiro Dida. O time celeste ainda ameaçou após Montillo recebe cruzamento aos 42 minutos. O jogador chutou forte e Ferdinando conseguiu tirar em cima da linha para livrar a equipe de uma derrota ainda mais amarga no Canindé. Borges também teve a chance de marcar o terceiro, mas, aos 45 minutos, chutou por cima uma chance incrível de dentro da área.

FICHA TÉCNICA -  Portuguesa 0 x 2 Cruzeiro
Campeonato Brasileiro 2012 - 10ª rodada
Local:
 estádio Canindé, em São Paulo-SP
Data: 18 de julho de 2012 (quarta-feira)
Horário: 20h30 (horário de Brasília)
Árbitro: Elmo Alves Resende Cunha
Assistentes: Alessandro Rocha de Matos e Bruno Boschilia
Cartão Amarelo: Rogério (POR), Marcelo Oliveira e Rafael Donato (CRU)
Cartão Vermelho:  Rogério (POR)

GOLS
CRUZEIRO : Wellington Paulista, aos 34 minutos do segundo tempo, e Diego Renan, aos 38 do segundo tempo

PORTUGUESA: Dida; Gustavo, Lima e Rogério; Luís Ricardo (Henrique), Guilherme, Ferdinando, Moisés e Marcelo Cordeiro; William Xavier (Héverton) e Diego Viana (Ricardo Jesus)  Técnico: Geninho

CRUZEIRO: Fábio; Ceará (Marcelo Oliveira), Léo (Mateus), Rafael Donato e Diego Renan; Leandro Guerreiro, William Magrão, Tinga(Lucas) e Montillo; Borges e Wellington Paulista  Técnico: Celso Roth

*Com Gazeta

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.