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Todo elenco do Alianza Lima morreu em 1987, entre eles o goleiro Ganoza, tio do corintiano

Guerrero já começou a treinar no Corinthians
Futura Press
Guerrero já começou a treinar no Corinthians

O novo atacante do Corinthians, Paolo Guerrero, não escondeu na sua apresentação que tem receio de viajar de avião. Mesmo com este trauma mais controlado depois de 10 anos morando na Alemanha, o jogador ainda costuma tomar tranquilizantes para dormir durante os voos. Este pavor de voar apareceu quando Guerrero tinha 5 anos e viu de perto uma tragédia atingir sua família.

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Em 1987, José González Ganoza, tio de Guerrero, era goleiro do Alianza Lima. No dia 8 de dezembro daquele ano, um dia depois de um jogo em Pucallpa, contra o Deportivo Pucallpa, pelo Campeonato Peruano, Ganoza e a delegação da equipe fretaram um Fokker que era da Marinha peruana para regressar a Lima. O avião caiu no mar, próximo a cidade deVentanilla e todos os 33 membros da delegação do Alianza morreram no acidente. O tio de Guerrero tinha 33 anos.

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"Tenho um pouco de medo, sim. Foi um trauma que tive quando meu tio morreu em fokker do Alianza Lima. Mas estou superando", disse Guerrero, que não teme as quase 24 horas de voo até Tóquio, em dezembro, onde o Corinthians jogará o Mundial de Clubes. "Estarei lá. Jogar contra o Chelsea seria lindo. É uma partida que todos gostariam de jogar", comentou.

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Há dois anos, quando estava no Hamburgo, Guerrero sofreu muito para voltar à Alemanha depois das festas de fim de ano. Em janeiro de 2010, após quatro tentativas fracassadas de pegar o avião de Lima para Frankfurt, o atacante afirmou à imprensa do seu país que estaria disposto a vencer seu medo, que o fez descer de aeronaves quando estas já estavam na pista.

"É algo que pode acontecer com qualquer pessoa e estou tentando me recuperar, porque preciso voltar à Alemanha para me reapresentar à equipe. Já me sinto muito melhor por causa do trabalho de reabilitação que tenho feito e em breve estarei voando", disse Guerrero na ocasião.